Bob's quer chegar a 810 lojas até o final do ano
Líder do setor de fast- food em número de estabelecimentos em operação no País, o Bob"s vai inaugurar 135 novos pontos de venda até o fim deste ano, totalizando 810 unidades. Com isso, a rede vai aumentar sua distância em relação ao vice-campeão McDonald"s, dono de cerca de 600 pontos de venda no País. Desde 2002, quando o empresário carioca Ricardo Bomeny, atual presidente da empresa, assumiu com o grupo Forza 60% do controle da Brazil Fast Food Corporation (BFFC), holding controlador do Bob"s, a rede não parou de crescer: triplicou o seu faturamento para R$ 631 milhões em 2009, embora ainda esteja longe dos R$ 3 bilhões de receita obtida pelo McDonald"s no período. O atual plano de expansão, com investimentos calculados em R$ 36 milhões, vai priorizar as regiões Norte e Nordeste, que devem receber mais de 40 lojas, e também cidades do interior do País. "O aquecimento do consumo no Nordeste justifica essa previsão", diz Flavio Maia, diretor da divisão de desenvolvimento da BFFC.
Carioca formado em administração de empresas pela PUC do Rio, Maia usa a experiência adquirida no mercado publicitário para desenvolver novos modelos de negócios para a rede. Há dez anos, foi contratado pelo Bob"s quando tentava conquistar sua conta para a agência de publicidade em que trabalhava, a Young & Rubicam Brasil.
A base atual da estratégia de crescimento desenhada por Maia é a diversificação do tamanho e dos serviços oferecidos nas unidades. Além das lojas tradicionais e dos quiosques de sorvete e milk-shakes, a rede criou o Back Express By Bob - onde sanduíches prontos são aquecidos - para locais que não comportam sistemas de exaustão de ar, como centrais de metrô e lojas de conveniência. Hoje, o modelo Back Express já conta com cerca de 20 unidades e deve terminar o ano com 55 pontos. "Como custam até 60% menos do que as unidades tradicionais, elas nos permitem maior penetração no mercado", diz Maia.
Uma das mais longevas cadeias de restaurantes fast-food do mundo, criada no Rio de Janeiro em 1952 por Robert Falkenburg, tenista vencedor do torneio de Wimbledon, o Bob"s quer mostrar sua cara em outros países. Depois de ter encerrado, em 2005, uma operação malsucedida em Portugal, onde um franqueado chegou a ter quatro lojas, o Bob"s volta a investir em sua internacionalização. O alvo agora é a América Latina. No final de 2008, o Bob"s formou uma joint venture com a chilena Doggis, rede de fast-food especializada em cachorro quente. A Doggis detém 80% de participação no Bob"s chileno. Em troca, o Bob"s recebeu a mesma fatia de controle do Doggis brasileiro, que conta com três lojas, e quer chegar a 30 até 2013. Atualmente, há quatro unidades do Bob"s no Chile, além de três em Angola. Segundo Maia, a ideia é atingir 30 estabelecimentos no país andino até 2013. "O Chile está servindo como teste para nosso projeto de aumentar a presença na região", diz Maia.
Para se adaptar à cultura chilena, o Bob"s passou a oferecer sanduíches com molhos de abacate, fruta muito consumida na culinária local, em saladas e pratos salgados. Resultado: os hambúrgueres à moda chilena se tornaram um sucesso e são os mais vendidos, superando de longe o cardápio brasileiro.
TRABALHO
Cresce procura por executivos no Norte e Nordeste
A economia brasileira está aquecida, e a do Nordeste, fervendo. Foi o que constatou a Asap, empresa paulista de recrutamento de executivos de média gerência, que acaba de abrir um escritório em Recife (PE) para atender o Norte e Nordeste, que já respondem por 15% do seu faturamento. Graças ao aumento da demanda, especialmente dos setores industrial, financeiro e de serviços, há escassez de profissionais qualificados. Diante disso, a Asap até "repatriou" profissionais que saíram do Nordeste, oferecendo-lhes trabalho em sua região de origem. O próprio diretor-regional da unidade de Recife, Paulo Bivar, é um exemplo do movimento. Pernambucano de nascimento, foi recrutado na concorrência para comandar a operação na região. Para Bivar, além da melhor qualidade de vida, os salários estão competitivos. "Há quatro anos, havia um déficit salarial de 25% no Nordeste em relação ao Sudeste", diz Bivar. "A diferença acabou."
FINANCIAMENTO
Agência de fomento cria simulador de empréstimo
A Agência de Fomento Paulista/Nossa Caixa Desenvolvimento, em operação desde março de 2009, colocou à disposição dos clientes o simulador de financiamento online, que permite ao empresário conhecer as linhas disponíveis, calcular o valor das parcelas e os prazos de pagamento. No período, a instituição emprestou R$ 100 milhões, beneficiando mais de 150 empresas de 25 cidades paulistas. Os financiamentos estão disponíveis para empresas com faturamento anual entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões. Segundo Milton Luiz de Melo Santos, presidente da agência, entre as linhas disponíveis estão as de financiamentos para expansão do negócio e projetos que priorizem a questão ambiental. Os juros variam de 6% a 8% ao ano.
IMÓVEIS
R$ 1,1 bilhão para prédios de alto padrão em Manaus
A indicação de Manaus como uma das doze cidades-sede da Copa do Mundo da Fifa de 2014 desencadeou um boom imobiliário na capital do Amazonas. Um dos novos projetos é a construção de três prédios residenciais para a classe média alta, anunciado por duas empresas locais, a Aliança Construtora e a Agre Empreendimentos Imobiliários. Os edifícios totalizam 1252 apartamentos, com um valor geral de venda de R$ 800 milhões. Até 2011, as empresas pretendem desembolsar mais R$ 300 milhões, totalizando R$ 1,1 bilhão investidos em dois anos.
CARNE
No avestruz, agora nada se perde
A Nutrytruz, empresa especializada na produção de avestruz, do grupo Allegro Participações, de São Paulo, juntou-se a outros produtores paulistas da ave para replanejar a base da estratégia do negócio: a ideia é aproveitar, também, a carne de segunda do avestruz e o couro, que antes eram desperdiçados. Com isso, o preço da carne de primeira de avestruz caiu pela metade e passou a ser competitivo em relação aos cortes de carne bovina mais nobre. O mercado da ave, que rendeu R$ 12 milhões em 2009, ainda é um traço no consumo de carnes no País - cerca de 500 toneladas anuais.
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