Bogotá firma pacto militar com EUA
Colômbia cede até sete bases militares para uso americano, apesar da oposição de países bolivarianos
Colômbia e EUA assinaram ontem, em Bogotá, o acordo de cooperação que permite o uso de até sete bases colombianas por militares americanos, por pelo menos dez anos, para o combate do narcotráfico. A discussão sobre o documento mobilizou os países da América do Sul por meses e foi considerada uma ação "contra a soberania e a estabilidade da região" pelos presidentes de Venezuela, Equador e Bolívia.
O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, e o embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, assinaram o acordo segundo o qual os EUA poderão enviar até 800 militares efetivos e 600 temporários para a Colômbia.
"O objetivo não é aumentar a presença militar. Não vai haver pessoal de combate com caráter ofensivo", disse Bermúdez. Segundo ele, o número de militares americanos na Colômbia, atualmente, é de cerca de 220 efetivos e 400 temporários.
A base aérea de Palanquero, no centro da Colômbia, será o eixo da presença americana no país. Além dela, também serão usadas as bases do Exército em Larandia, Tolemaida, Malambo e Apiay, além das bases navais em Cartagena e Málaga.
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