Brasil cai por 4 pontos e se despede da Turquia
Seleção joga bem, encara a Argentina de igual para igual, mas perde no finzinho por 93 a 89
ISTAMBUL
Ainda não foi dessa vez. O Brasil jogou de igual para igual durante praticamente toda a partida, mas a maior experiência e frieza da Argentina nos momentos decisivos fez a diferença. A derrota por 93 a 89 (46 a 48) acaba com o sonho brasileiro no Mundial da Turquia. A Argentina enfrentará a Lituânia, que derrotou a China por 78 a 67 nas quartas de final.
A derrota do Brasil foi das mais frustrantes porque até os dois minutos finais o time dava mostras de que poderia vencer. Basta ver o placar de cada um dos quartos de jogo: 25 a 25 no primeiro, 21 a 23 para o Brasil no segundo, 20 a 18 para a Argentina no terceiro e 27 a 23 para os hermanos no encerramento.
O clima depois da derrota foi de imensa tristeza. O ala Marcelinho Huertas, o grande nome do Brasil no jogo (fez 32 pontos), deixou a quadra aos prantos. O técnico Rubén Magnano irritou-se quando questionado sobre os motivos que levaram o Brasil a, pela terceira vez no Mundial, perder nos minutos finais por diferença mínima de pontos. "Toda a derrota é um aprendizado, como já disse outras vezes."
A lição do jogo de ontem, no entanto, o técnico argentino não explicou. Nem o motivo de não escalar Tiago Splitter no início da partida ou a razão pela qual durante os três minutos finais optou por colocar em quadra alguns jogadores que não estavam bem, como Marquinhos. O treinador preferiu fazer um balanço da participação brasileira no Mundial, dizendo que ficou triste com o resultado de ontem, mas orgulhoso do desempenho ao longo do torneio, o que, sustenta, dá esperanças para que o time evolua futuramente.
Em defesa do Magnano estão alguns fatos. O primeiro é de que sofreu com a contusão de alguns jogadores importantes como os pivôs Nenê, que acabou cortado, e Anderson Varejão, prejudicado por causa de uma lesão no tornozelo. O segundo é de que o Brasil conseguiu ao menos melhorar o desempenho em relação ao Mundial anterior, quando não passou da primeira fase. E a seleção mostrou mais consistência.
O objetivo principal do Brasil não é o Mundial e sim o Pré-Olímpico do ano que vem, na Argentina, quando a seleção vai tentar quebrar tabu que vem desde 1996, ano da última participação brasileira em olimpíadas.
O destaque da equipe argentina foi, mais uma vez, Luis Scola. Com 37 pontos na partida - dos quais os principais foram nos últimos minutos - mostrou-se mais uma vez decisivo. Foi o cestinha do jogo, segue como o melhor pontuador do Mundial e tem grandes chances de terminar a competição como o melhor jogador. Vai depender da capacidade do restante do time de acompanhá-lo nos próximos confrontos.
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