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Braskem terá 65% de polo petroquímico no México

Investimento, de US$ 2,5 bilhões, será feito em parceria com a Idesa

24 de fevereiro de 2010 | 0h 00
André Magnabosco - O Estadao de S.Paulo

A Braskem terá 65% da joint venture com a mexicana Idesa, que será responsável pela construção de um polo petroquímico no México. A participação da Idesa será de 35%, porcentual que poderá cair para aproximadamente 30% caso a estatal mexicana de petróleo Pemex opte por ingressar no grupo que viabilizará o investimento. A parceria seria formalizada ontem, no encerramento do Fórum Estratégico Empresarial México-Brasil, que contaria com a presença dos presidentes Felipe Calderón Hinojosa e Luiz Inácio Lula da Silva.

O investimento total no projeto chega a US$ 2,5 bilhões. Este será o maior investimento direto brasileiro em território mexicano, além de ser o principal investimento no setor petroquímico no México dos últimos 20 anos. O valor de US$ 2,5 bilhões será dividido na proporção de 65%/35% por Braskem e Idesa.

De acordo com a Braskem, o projeto, cujo início de produção está previsto para 2015, criará de 6 mil a 8 mil postos de trabalho durante a fase de construção, e aproximadamente 800 empregos diretos e 2,2 mil indiretos de forma permanente. Com a construção do polo, as companhias acreditam que será possível atender a um mercado que hoje é abastecido por importações. Atualmente, informou a petroquímica brasileira, as importações mexicanas de polietileno, resina que será fabricada no complexo, somam aproximadamente US$ 2 bilhões por ano.

A formalização do acordo entre Braskem, Idesa e Pemex também trará frutos comerciais para a petroquímica brasileira. A companhia informou que, além do contrato de fornecimento de 66 mil barris diários de etano para o complexo mexicano, divulgado em novembro do ano passado, assinou também acordos de compra e venda de insumos com a estatal mexicana de petróleo e gás.

Os contratos, com prazo de um ano, preveem que a Braskem fornecerá 34 mil toneladas de propeno e buteno à Pemex. A companhia mexicana, por sua vez, venderá 375 mil toneladas de nafta à Braskem, que tem como principal fornecedora do insumo a Petrobrás.

PARCERIA

A vitória do consórcio formado por Braskem e Idesa para a construção do polo, chamado de projeto Etileno XXI, foi comunicada em novembro passado. Na oportunidade, as companhias detalharam os principais aspectos da iniciativa, que visa atender principalmente a demanda por resinas termoplásticas nos mercados mexicano e norte-americano ? onde a Braskem ingressou com a compra da divisão de polipropileno da Sunoco Chemicals.

O complexo mexicano, chamado de Coatzacoalcos, será instalado no Estado de Veracruz e contará com uma central petroquímica com capacidade anual de 1 milhão de toneladas de eteno e três unidades de produção de polietileno (PE), com capacidade para produzir 450 mil toneladas anuais de polietileno de alta densidade (PEAD), 350 mil toneladas de polietileno de baixa densidade linear e 200 mil toneladas de polietileno de baixa densidade (PEDB).

Para viabilizar o polo, as companhias pretendem financiar no mínimo 70% do total do investimento.