Bruno Senna teve de fazer concessões para ficar com vaga na Williams
NICE - Bruno Senna é um homem feliz não apenas por se garantir na temporada que vai começar dia 18 de março, em Melbourne, na Austrália. "Mas também por ter assinado com uma equipe com a estrutura da Williams, apesar do ano difícil em 2011. E por, pela primeira vez, poder realizar os testes de pré-temporada e começar o ano em condições de mostrar meu potencial", disse, ontem.
Bruno encontra-se na Inglaterra, sede da Williams. Afirmou estar consciente do desafio: "Será um ano fundamental para o meu futuro na Fórmula 1". O contrato com a Williams é de apenas uma temporada. E ainda assim teve de fazer concessões. Não pilotará o carro às sextas-feiras de manhã, no primeiro treino livre, com exceção de provas como a de Mônaco. Será substituído por Valtteri Bottas, finlandês de 22 anos, campeão da GP3 em 2011, e empresariado por Toto Wolff, sócio de Frank Williams.
Antes do primeiro teste do novo carro, dia 7, é difícil para Bruno projetar o que espera fazer este ano. O modelo FW34 terá motor Renault e foi concebido pelo inglês Mike Coughlan, ex-diretor técnico da McLaren, envolvido no escândalo de espionar a Ferrari. "Os números do projeto dão esperança à equipe, há muita gente nova na Williams. Eles sabem que não será fácil chegar entre os dez primeiros em todas as corridas", explica Bruno.
O brasileiro foi submetido a testes provavelmente inéditos na F-1. " Fizeram prova de conhecimento técnico, trabalhos no simulador, avaliação física e ainda treinos de pista com Rob Wilson, respeitado professor de pilotagem", contou Bruno. "Pediram a análise, a opinião de gente de dentro e fora da equipe para considerar meu potencial."
"A equipe avaliou tudo isso (inexperiência dos dois pilotos) e assumiu o risco. Eles têm muita experiência e disseram que vão acreditar na gente para desenvolver o carro. A pressão será grande", afirma Bruno. Até o primeiro teste, o novo contratado da Williams trabalhará no simulador, junto do seu engenheiro."
Há uma ironia na ida de Bruno para a Williams: em dezembro de 2008, a Honda anunciou que sairia da F-1. Senna tinha contrato assinado com os japoneses, mas Ross Brawn, diretor técnico da Honda, assumiu a escuderia e deu a vaga a Barrichello, "por sua experiência''.
Ontem, a Williams preferiu Bruno a Rubinho. "Vou ligar para ele. Melhor do que eu, o Rubinho sabe que no esporte às vezes quando um entra o outro tem de sair. Temos ótima relação e tenho certeza de que continuará assim'', disse Bruno.
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