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Candidata de Calderón torna-se alvo de críticas

Oposição mexicana relaciona aumento da pobreza a Josefina Vázquez Mota, que tenta se tornar a primeira mulher presidente, e a seu partido

11 de fevereiro de 2012 | 3h 08
CIDADE DO MÉXICO - O Estado de S.Paulo

Uma semana após o governista Partido de Ação Nacional (PAN) escolher Josefina Vásquez Mota como sua candidata à presidência mexicana, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) ampliou seus ataques contra a legenda rival, que governa o país há 12 anos. O pré-candidato priista Enrique Peña Nieto, líder nas pesquisas, acusou Josefina de participar de administrações responsáveis por colocar 12 milhões na pobreza.

"Não vendemos ilusões. Desde 2006, a economia tem crescido, mas temos 12 milhões de pobres", disse Peña Nieto, segundo o jornal El Universal. "Temos de reverter essa situação."

Josefina, que tentará em julho se tornar a primeira mulher a presidir o México, rebateu as críticas. Segundo ela, só na crise de 1994, durante o governo do PRI, 10 milhões de mexicanos entraram na pobreza. "Governamos com responsabilidade e chegou a hora de crescer com base na estabilidade", disse, também de acordo com o El Universal.

Terceiro colocado nas pesquisas, o esquerdista Andrés Manuel Lopes Obrador, do Partido Revolucionário Democrático (PRD) responsabilizou ambos partidos pelo aumento da pobreza no México. "O PRI e o PAN são uma fábrica de pobres", declarou.

Segundo o Conselho Nacional de Avaliação de Políticas de Desenvolvimento Social, o número de pobres no México chegou a 52 milhões em 2010, o equivalente a 46% da população. Na comparação com 2008, 3,2 milhões de mexicanos ingressaram na pobreza.

O PAN governa o México desde 2000, quando Vicente Fox pôs fim a uma sequência de 71 um anos do PRI no poder. Em 2006, Felipe Calderón consolidou o domínio da legenda. / EFE