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Casal Nardoni será julgado em 22 de março

Pai e madrasta da menina, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são acusados de agredi-la e matá-la

16 de dezembro de 2009 | 0h 00
Marcelo Godoy - O Estadao de S.Paulo

Sete dias antes de completar dois anos, o processo sobre o assassinato de Isabella Nardoni será julgado no 2º Tribunal do Júri de São Paulo. O juiz Maurício Fossen marcou para 22 de março de 2010 o início da sessão que analisará a acusação contra o casal Alexandre Alves Nardoni, pai da menina, e Anna Carolina Trota Peixoto Jatobá, a madrasta. Eles são acusados de agredir e jogar a menina do 6º andar do prédio em moravam, na zona norte, em 28 de março de 2008.

Os réus, que aguardam presos o julgamento, negam o crime e se dizem inocentes. A decisão do juiz ocorre uma semana depois que novo exame de DNA confirmou que as amostras de sangue usadas nas análises da perícia criminal realmente pertenciam ao casal Nardoni, que as negava ter fornecido. Mesmo com o resultado negativo, a defesa do casal, feita pelo criminalista Roberto Podval, questionava o fato de o segundo exame ter sido feito pela mesma perita que teve o primeiro laudo contestado. Podval queria a nomeação de um terceiro perito.

Além disso, a defesa havia pedido ao magistrado que lhe fosse dada autorização para examinar as radiografias do corpo de Isabella. Em seu despacho, o juiz Fossen afirmou que "assegurou a todas as partes (defesa e acusação) o acesso às provas que compõem esses autos, inclusive aqueles que serviriam de fundamento para a elaboração de laudos periciais, estas últimas, no entanto, com a ressalva de que seriam disponibilizadas nos próprios ambientes dos órgãos técnicos que as realizaram, sob a supervisão de perito indicado pelo respectivo órgão". O juiz pediu que o Instituto Médico-Legal (IML) lhe informe com antecedência de 10 dias a data a ser designada para que as partes tenham acesso às radiografias da vítima dentro do IML, para que sejam intimadas a defesa e a acusação. A defesa poderá, assim, pedir que um perito seu analise as imagens.

Por fim, em seu despacho, o juiz afirmou que decidia marcar a data do julgamento porque "todas as diligências deferidas por este juízo (...) já foram realizadas". A única exceção era a maquete do edifício London, onde aconteceu o crime. Mas, segundo o próprio magistrado, o modelo do prédio ficará pronto em breve, segundo a informação apresentada pelo promotor Francisco José Cembranelli, responsável pela acusação do casal. O julgamento do mais rumoroso caso de assassinato da Justiça paulista deve começar às 13 horas do dia 22 de março - a menos que a defesa consiga adiá-lo até lá.