12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Classe B deve receber 6 milhões de consumidores

02 de janeiro de 2011 | 0h 00
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo

Enquanto a classe C virou alvo de estudos acadêmicos e pesquisas de mercado, uma corretora de valores do Rio de Janeiro, a Ativa, voltou as atenções para a população da classe B na tentativa de descobrir o que vai ocorrer com a penúltima faixa da pirâmide no futuro. Na estimativa da corretora, que desconsidera aumento populacional e adota crescimento real de renda uniforme para todas as classes, 6 milhões de pessoas devem passar de C a B até o fim do ano que vem.

Em volume, não chega a ser um número tão expressivo se comparado à migração da classe D para C, que passou dos 30 milhões. "O importante da análise é mostrar a mudança no padrão de consumo. Teremos daqui para frente uma classe média cada vez mais refinada", diz Arthur Carvalho, economista chefe da Ativa. Segundo ele, o crescimento médio da renda fará com que, daqui a cinco anos, a classe C tenha o mesmo padrão de consumo da classe B de 2008.

Hoje, a diferença entre as duas classes médias (a nova e a antiga) está na distribuição dos gastos extras, segundo ele. As famílias com renda um pouco menor aplicam o dinheiro de forma uniforme. Já as famílias da classe B distribuem os gastos extras em segmentos mais específicos, como assistência médica, compra do carro zero, serviços pessoais. "Essas pessoas já supriram o consumo de subsistência." Com o estudo, a corretora tentou traçar quais setores da economia e quais empresas poderão se beneficiar do crescimento da classe B. Carvalho destaca a atuação das lojas Renner, Natura, B2W e Pão de Açúcar, principalmente com a bandeira Ponto Frio.

Siga o @EstadaoEconomia no Twitter