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Com 19 pregões em alta no ano, Bovespa retoma 65 mil pontos

04 de fevereiro de 2012 | 3h 08
CLAUDIA VIOLANTE - O Estado de S.Paulo

Cenário:

O investidor em ação não tem do que reclamar de suas aplicações neste início de ano. A Bovespa teve ontem seu 19º pregão de alta neste ano - contra apenas cinco de baixa - e encerrou a quinta semana consecutiva no azul. Apesar das repetidas avaliações de que o Ibovespa teria subido muito e seria hora de realização, algumas razões adiam as vendas. Nesta sexta-feira, a justificativa veio dos Estados Unidos. O relatório de emprego norte-americano apontou criação de 243 mil vagas em janeiro, ante estimativas de +125 mil postos, e a taxa de desemprego cedeu para 8,3%, enquanto os economistas esperavam estabilidade em 8,5%. Esses números trouxeram a esperança de uma recuperação mais rápida da economia, renovando o apetite ao risco.

Foi nesse ambiente que a Bovespa encontrou espaço para subir 0,97% ontem, aos 65.217,37 pontos. Trata-se do maior nível em pontos desde 2 de maio do ano passado, quando registrou pela última vez os 65 mil pontos, com 65.462,75 pontos. Na semana, o Ibovespa subiu 3,68%. Apenas em fevereiro, +3,40%, e, no ano, 14,91%. O giro financeiro totalizou R$ 7,911 bilhões.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 1,23%, aos 12.862,23 pontos, enquanto o S&P 500 teve alta de 1,46%, aos 1.344,90 pontos. O Nasdaq, por sua vez, registrou ganho de 1,61%, aos 2.905,66 pontos - maior patamar dos últimos 11 anos. Na Europa, os investidores também se animaram com os dados de emprego nos EUA.

No mercado de câmbio, apesar do leilão de compra a termo de dólar feito pelo Banco Central no fim da manhã de ontem, a moeda norte-americana no mercado à vista teve o quarto dia consecutivo de baixa. Na operação, a autoridade monetária comprou dólar para liquidação no dia 20 de março, a R$ 1,7383. A cotação até chegou a subir, mas, em seguida, a divisa dos EUA retomou o sinal de baixa, por causa dos dados norte-americanos positivos e do fluxo de recursos favorável a o País. Alguns investidores também anteciparam vendas de moeda, prevendo novas entradas de recursos de captações externas. Assim, o dólar no balcão encerrou com recuo de 0,29%, a R$ 1,7170 - menor valor desde 31 de outubro passado. Neste mês, a moeda acumula perda de 1,60% e, no ano, de 8,13%.

Os juros futuros também tiveram o ritmo ditado pelo exterior, com os investidores voltando a incorporar prêmios às taxas e recuperando as apostas em Selic de 9,5% ao ano. A taxa para janeiro de 2013 subiu a 9,50%, de 9,45% na quinta-feira.


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