Confiança da indústria é a maior desde 2005
Índice da CNI, de 65,9 pontos, mostra que empresas estão mais otimistas que antes da crise
A confiança do empresário industrial melhorou em outubro e atingiu o maior nível desde janeiro de 2005, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 65,9 pontos, contra 66,2 pontos em janeiro de 2005. O resultado de outubro, bem superior aos indicadores do período pré-crise financeira internacional, indica na avaliação da CNI a consolidação do processo de recuperação do crescimento industrial e aponta para a retomada dos investimentos.
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"Os resultados indicam que o empresário está percebendo o fim da crise e aposta em uma recuperação sustentada", avaliou, por meio da assessoria de imprensa, o gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca.
O indicador de outubro é 7,7 pontos maior que o resultado de julho e 13,4 pontos acima do de outubro de 2008. Ele também supera a média histórica, que é de 58,1 pontos. A melhora ocorreu principalmente pela percepção mais otimista dos empresários das condições da economia brasileira e dos próprios negócios.
Nesses dois aspectos, que ajudam a compor o ICEI, os empresários se mostravam pessimistas no levantamento de julho. Agora, afirmaram que a economia brasileira e a própria empresa estão melhores que há seis meses. O indicador que reúne essas duas avaliações subiu de 47,2 pontos em julho para 60,5 pontos em outubro. É a primeira vez que supera, neste ano, a linha dos 50 pontos - patamar acima do qual as respostas denotam otimismo, ou confiança.
O setor industrial foi o mais afetado pela crise e também é o que tem demonstrado uma recuperação mais lenta. Por isso, na avaliação da CNI, os números de outubro são mais fortes porque partem de um nível menor. "Antes, a produção industrial estava num ritmo forte, então o empresário não acreditava que subiria muito. Como agora estamos com uma produção ainda inferior em relação ao ano passado, o empresário tende a apostar numa alta mais rápida", analisou Fonseca.
Os executivos das grandes empresas registraram o maior aumento na confiança (68,1 pontos, crescimento de 8,7 pontos ante julho). São normalmente as grandes empresas quem reagem mais rapidamente às mudanças de cenário. O índice das médias empresas alcançou 65,9 pontos (crescimento de 7,4 pontos), enquanto o das pequenas atingiu 63,1 pontos (aumento de 6,9 pontos em relação à pesquisa anterior). O aumento da confiança foi registrado em todos os setores da indústria, com exceção do setor de álcool, que ficou no mesmo nível de julho (53,8 pontos).
O ICEI é apurado trimestralmente com base na percepção do empresário sobre as condições atuais da economia e da própria empresa e nas expectativas para os próximos seis meses em relação a esses dois fatores. O índice varia de 0 a 100 pontos, sendo que resultados acima de 50 pontos indicam empresários confiantes. A CNI ouviu 1.418 empresas entre 30 de setembro e 23 de outubro.
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