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Cresce número de sem-teto no Japão

Crise leva mais japoneses às ruas

05 de fevereiro de 2010 | 0h 00
Hyun Oh, Reuters, TÓQUIO - O Estadao de S.Paulo

Os tempos continuam difíceis para os desempregados de Tóquio, onde a única refeição do dia é muitas vezes uma ração de arroz oferecida por instituições de caridade.

Embora a economia japonesa esteja retomando o seu impulso após a crise global, a ONU prevê para o Japão um crescimento de apenas 0,9% em 2010 em comparação com 8,8% da China e 2,1% dos EUA. O declínio da expansão, agravado por problemas nas grandes corporações, tornou a sobrevivência difícil para os japoneses.

"Não vejo nenhuma possibilidade de emprego", disse Eizo Tsuruga, um sem-teto de 50 anos. No Japão, os sem-teto eram tradicionalmente pessoas idosas, marginalizadas.

Com a atual crise econômica, o perfil social mudou e hoje inclui desempregados, jovens e velhos, pessoas com diploma incapazes de achar trabalho.

Num domingo, mais de 400 pessoas dirigiam-se para um parque em Tóquio para receber refeições e cobertores gratuitos distribuídos pela instituição local Shinjuku Renraku Kai, mais do dobro do número que a instituição costumava atender dois anos atrás.

Muitos estavam na fila havia horas para receber arroz quente. "Cresce o número de pessoas de todas as idades que vêm aqui", disse Kazuaki Kasai, um voluntário que trabalha há 16 anos na instituição.
A crise financeira global mergulhou o Japão em sua pior recessão depois da 2ª Guerra. Mesmo que a taxa de desemprego tenha ligeiramente melhorado, da alta recorde de 5,7% em julho, para 5,1% em dezembro, apenas cinco em cada dez candidatos conseguem um emprego, mostra o governo.