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De volta à Libertadores, Boca promete aprontar

Repaginado, time argentino é um dos favoritos e pode atrapalhar os brasileiros. Universidad, Peñarol e Vélez também vão incomodar

07 de fevereiro de 2012 | 3h 08
Daniel Askstein Batista e Gonçalo Júnior - O Estado de S.Paulo

BUENOS AIRES - Depois de ser eliminado em 2009 pelo Vélez Sarsfield, nas oitavas de final, o Boca Juniors está de volta à Libertadores para ocupar seu lugar mágico no imaginário dos torcedores.

Riquelme, aos 33 anos, é o dono do Boca - AE
AE
Riquelme, aos 33 anos, é o dono do Boca

Todos amam odiar o atual campeão argentino. Principalmente aqueles que sofreram na segunda pele a dor de uma eliminação pelos "xeneizes", como os do Palmeiras (2000 e 2001), Vasco (2001), Flamengo e Corinthians (1991) e Santos (2003). Além do capuz preto de carrasco, o Boca veste o traje elegante do argentino ao jogar futebol, tão habilidoso como o brasileiro e que mistura talento, posse de bola ("toco y me voy") e uma pitada de objetividade europeia.

Toda essa mística está repaginada em 2012. O time promoveu uma renovação adiada por muitas temporadas e medalhões como Palermo e Abbondanzieri deram espaço para o zagueiro Clemente Rodríguez, os volantes Diego Rivero e Walter Erviti e o atacante Darío Cvitanich. Outro destaque dessa esteira de renovação é Lucas Viatri, atacante de 24 anos que esteve na mira de Felipão no início deste ano. Para a Libertadores, o time trouxe o uruguaio Santiago Silva, El Tanque, emprestado da Fiorentina.

O Boca de hoje privilegia a defesa. Schiavi deve jogar por mais seis meses antes de se aposentar; Insaurralde rende como nos tempos de Newell's e Roncáglia protege bem a lateral direita. Em um clássico 4-4-2, com um losango no meio, o técnico Jose Cesar Falcioni vai combinar juventude e experiência para buscar o 7.º título da Libertadores.

A ligação entre o meio e o ataque, entre o passado glorioso e a modernidade, está nos pés do eterno 10, Juan Roman Riquelme. Depois de uma conturbada renovação de contrato, Roman, como é chamado pelos argentinos, continua como o maestro. Ele espera a bola no pé e funciona como eixo das triangulações de ataque. Seus chutes precisos, de bola parada ou rolando, são indefensáveis. "Meu grande objetivo é voltar a ganhar a Libertadores", diz o maestro, em tom solene.

OUTRAS PIMENTAS
Semifinalista da Libertadores e da Copa Sul-Americana, o Vélez Sarsfield merece respeito. Exemplo raro de boa administração, o clube recebeu 50 milhões com a venda de jogadores nos últimos cinco anos e continuou montando equipes competitivas. A última pérola foi o meia Ricky Álvarez, vendido para a Inter de Milão.

A Universidad de Chile, campeã da Sul-Americana, corre por fora. Depois do êxtase da primeira conquista internacional, em 2011, o time luta contra o desmanche, depois da saída de Eduardo Vargas para o Napoli. O estilo atrevido e ofensivo do técnico Jorge Sampaoli, que produziu resultados como os 4 a 0 sobre o Flamengo, no Engenhão, é a principal aposta chilena.

O Peñarol vem - de novo - com o peso da tradição. Com cinco títulos e o atual vice-campeonato, o gigante uruguaio contratou Rodrigo Mora, do Benfica, para fazer dupla de frente com Marcelo Zalayeta.




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