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Desânimo marca conferência do clima

Países ricos dizem quem não podem se comprometer financiando ações de adaptação nos mais pobres

06 de dezembro de 2012 | 23h 48
Giovana Girardi, Enviada especial - O Estado de S.Paulo

DOHA - A Conferência do Clima da ONU, que ocorre em Doha (Catar), entra em seu último dia sob desânimo e falta de sentimento de urgência entre os negociadores, apesar de urgência e ambição serem as palavras mais pronunciadas no evento.

O principal resultado deve ser a conclusão dos termos do segundo período do Protocolo de Kyoto, para entrar em vigor em 2013. Mas o chamado LCA (grupo de trabalho sobre cooperação de longo prazo), criado em 2007 na COP de Bali, que teria de ser finalizado neste ano, precisará de alguma manobra para destravar.

A encrenca, como sempre, é o financiamento dos países ricos para ações de mitigação e adaptação nos mais pobres. Há um compromisso, acordado em Copenhague em 2009, de que até 2020 se chegará a uma doação de US$ 100 bilhões por ano. A expectativa era que em Doha se estabelecesse um mapa de como as nações vão chegar a esse valor.

O G-77 (grupo dos países em desenvolvimento) + China propôs um marco intermediário, de até US$ 60 bilhões em 2015, mas Estados Unidos e União Europeia dizem que não têm como se comprometer neste momento.

Um meio-termo para conseguir a aceitação das nações mais pobres pode ser atingido se os ricos se mantiverem comprometidos a avançar neste cenário em 2013. A ideia transpareceu em entrevistas dos Basics (Brasil, China., Índia e África do Sul).

"Pedimos que o ínterim até 2020 se resolva. Entendemos as restrições que este momento de desafios financeiros cria, mas esperamos que os países desenvolvidos fiquem o mais perto possível disso. Negociamos com urgência e ambição em finanças, assim como em adaptação e mitigação. Pedimos que todas as partes façam o mesmo", disse o diplomata brasileiro André Odenbreit Carvalho.

Por enquanto, os anúncios que foram feitos de liberação de dinheiro nos próximos dois anos - de Grã-Bretanha, Alemanha, França, Suécia e Dinamarca - ficaram em pouco mais de US$ 8 bilhões. Não chega nem perto de ser suficiente, face a gravidade do problema, mas ao menos foi um passo. Mas não está claro se é dinheiro novo ou não.




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