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Dólar retoma alta após leilão do BC e fecha a R$ 1,7270

07 de fevereiro de 2012 | 3h 10
SILVANA ROCHA - O Estado de S.Paulo

Cenário:

O Banco Central (BC) voltou a intervir no mercado de câmbio e, desta vez, conseguiu virar o jogo, pelo menos ontem. A moeda norte-americana reagiu em alta ao leilão de compra de dólar à vista, fechando a R$ 1,7270 (+0,58%), ao contrário de sexta-feira, quando um leilão de compra de moeda a termo não impediu o recuo da divisa dos EUA. O dólar testou mínimas ontem , descendo ao patamar de R$ 1,71 com a expectativa de mais entradas de recursos no País. O bem-sucedido leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, que rendeu R$ 24,535 bilhões - dinheiro que só deve ingressar no Brasil de forma gradativa a partir de meados de 2013 -, e uma nova rodada de captações privadas derrubaram as cotações, chamando novamente o BC para a briga. A Brasil Telecom, controlada pela OI, fechou uma emissão de bônus de 10 anos no valor de US$ 1,5 bilhão, 50% mais do que o tamanho de US$ 1 bilhão originalmente planejado, porque a demanda teria sido alta, de US$ 8 bilhões, segundo uma fonte do mercado. O banco Santander se prepara para fechar uma captação de cerca de US$ 500 milhões, cuja demanda já estaria em US$ 1 bilhão.

Na Bovespa, o movimento de realização de lucros foi suavizado no final da jornada graças ao bom desempenho de Petrobrás (ON avançou 1,19% e a PN, 1,02%) e à melhora dos papéis da Vale (ON cedeu 0,04% e a PNA subiu 0,21%). Assim, o Ibovespa teve variação positiva de 0,01%, aos 65.223 pontos. O giro financeiro encolheu, para R$ 5,191 bilhões - bem abaixo da média de R$ 8,999 bilhões dos três pregões anteriores. As ações da Triunfo, empresa que arrematou o aeroporto de Campinas, recuaram 3,30%, enquanto as de empresas que perderam a disputa (EcoRodovias, OHL e CCR) subiram. No exterior, a demora da Grécia em fechar um acordo com os credores privados reacendeu o temor de um default desordenado e serviu de pretexto para os investidores em ações embolsarem os lucros recentes.

No mercado de juros, as taxas de curto prazo ficaram de lado, após ter iniciado o dia apreensivo com a situação europeia e as declarações do diretor de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva, sobre a continuidade do "afrouxamento monetário". Os juros longos, no entanto, avançaram com a percepção de que a taxa básica de juros, a Selic, seguirá em queda, mas que o processo de reversão será relativamente forte em 2013, como mostrou a pesquisa Focus,


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