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Dólares do Bahrein levam Ecclestone a tentar remarcar GP

Prova está cancelada, mas, como rende US$ 35 milhões para os promotores, dirigente quer encontrar nova data

24 de fevereiro de 2011 | 0h 00
Livio Oricchio - O Estado de S.Paulo

Bernie Ecclestone, o promotor da Fórmula 1, mudou de ideia e vai tentar encontrar uma data para o GP do Bahrein, cancelado por causa da crise política no país. A etapa rende US$ 35 milhões (R$ 63 milhões), valor que não dá para desprezar. "Se tudo estiver em paz, vou fazer o que puder para a prova ser disputada"", disse à imprensa inglesa. A prova no circuito de Sakhir estava programada para o dia 13 e seria a abertura do campeonato.

'Vou fazer o que puder para a prova ser disputada', promete Ecclestone - Valdrin Xhemaj/EFE
Valdrin Xhemaj/EFE
'Vou fazer o que puder para a prova ser disputada', promete Ecclestone

A cada edição das corridas, os promotores locais pagam à Formula One Management (FOM) uma taxa. Por contrato, o valor não pode ser declarado. Varia caso a caso. O principado de Mônaco, por exemplo, pela importância do evento para o calendário, estima-se que não paga mais de US$ 10 milhões (R$ 18 milhões).

Já das últimas nações a entrar no calendário, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e China, a FOM cobra algo como US$ 35 milhões. Os promotores são os próprios países, que visam fazer do GP uma vitrine para o mundo, a fim de mostrar a viabilidade de se investir no país. Por isso, o preço bem mais alto.

Uma das possibilidades levantadas foi a de o GP de Bahrein ser realizado no fim do campeonato, com eventual mudança na prova de Interlagos, última do campeonato, dia 27 de novembro. Porém, Claudia Ito, diretora-executiva do GP do Brasil, que celebrará sua 40.ª edição este ano, foi bastante clara: "Nós não fomos sondados, mas não existe a possibilidade de alterarmos a data. A FIA já divulgou um novo calendário (sem o GP do Bahrein), a data está mantida, estamos vendendo os ingressos, seguimos nosso cronograma de trabalho bem como o autódromo"".

Como não é possível inserir a prova no intervalo de agosto, por acordo entre as equipes, para as miniférias de verão dos funcionários, a reinclusão do GP do Bahrein exigiria provavelmente uma mudança significativa do calendário, não apenas de uma etapa, o que torna a ideia bastante difícil de ser executada.

Mas, como ninguém gosta de deixar de ganhar US$ 35 milhões e, também como afirmou Ecclestone aos ingleses, menos ainda de perder dinheiro, nada é impossível. Segundo o dirigente inglês, o custo do cancelamento do GP do Bahrein para a FOM foi de US$ 40 milhões (R$ 72 milhões).



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