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15 de Abril de 2010

 

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Elevação de rendimento dos 10% mais pobres fica abaixo da média

A renda real per capita dos domicílios mais desfavorecidos cresceu apenas 1,5%, enquanto a média do País foi de 2,4%

09 de setembro de 2010 | 0h 00
Fernando Dantas - O Estado de S.Paulo

A distribuição de renda continuou a melhorar em 2009, dando sequência a um processo contínuo que começou a se delinear em meados da década de 90, mas ganhou grande velocidade a partir do início da atual década. A renda dos 10% mais pobres, porém, cresceu abaixo da média nacional.

Segundo Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a distribuição da renda domiciliar per capita brasileira, em termos reais, vem melhorando desde 2002 a um ritmo de 1% ao ano. Em 2009, essa velocidade foi mantida.

"É uma velocidade excepcional para esse tipo de indicador, e eu não consigo nem imaginar como um movimento desse tipo poderia ser ainda mais rápido", diz Paes de Barros.

Mas nem tudo são boas notícias na Pnad 2009, segundo o estudioso. A preocupação dele é com a renda real per capita dos domicílios dos 10% mais pobres, que, em 2009, cresceu apenas 1,5%, menos que a média nacional de 2,4%.

Dividindo a população brasileira em faixas de 10%, dos mais pobres até os mais ricos, o que a Pnad 2009 revela é que houve um crescimento muito forte da renda real - acima de 4% - do segundo ao sexto décimo. Paes de Barros acha razoável a hipótese de que isto seja efeito do aumento real do salário mínimo.

Segundo seus cálculos, os extremamente pobres (renda suficiente só para a alimentação) caíam de 8,8% para 8,4% dos brasileiros de 2008 para 2009, e os pobres (dobro da renda dos extremamente pobres) caíram de 25,3% para 23,9% da população. No caso da pobreza, o ritmo de queda sofreu um pequena desaceleração ante a média desde 2004. Na extrema pobreza, houve forte queda do ritmo.

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