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Em 2005, crime causou comoção internacional

07 de maio de 2008 | 0h 00
O Estadao de S.Paulo

O assassinato da missionária Dorothy Stan teve ampla repercussão e não só entre entidades de defesa dos direitos humanos. Ainda em fevereiro de 2005, as 2.000 pessoas que foram ao enterro na pequena Anapu davam idéia da intensidade da reação ao crime.

A ONU acompanhou o caso e o governo enviou reforço da Polícia Federal para a região. A Comissão Pastoral da Terra e o Movimento dos Sem-Terra fizeram manifestações e missas na data da morte todos os anos. No primeiro julgamento, no fim de 2005, ativistas de direitos humanos, parentes de Dorothy, jornalistas e uma representante da ONU lotaram o tribunal, enquanto cerca de mil sem-terra acompanharam as sessões do lado de fora.