Em meio a crise, Croácia é aceita na UE a partir de 2013
A esquizofrenia da Europa ganhou mais um capítulo ontem. Enquanto em uma sala líderes da UE viviam a noite mais intensa de trocas de acusações, ameaças e falavam abertamente na pior crise existencialista do bloco, em outra, a Europa anunciava solenemente, como se nada estivesse ocorrendo, a ampliação da UE. A Croácia foi aceita como o 28º país do bloco e passará a fazer parte da UE a partir de 2013, depois de referendo popular.
Estrategicamente, a entrada da Croácia no bloco é considerada relevante. A UE se expande na região dos Balcãs e ainda manda um sinal claro a todas as ex-repúblicas iugoslavas de que seu futuro é dentro da Europa. Para isso, porém, precisam aceitar os valores do bloco, superar os traumas da guerra dos anos 90 e processar criminosos de guera. A Eslovênia era até ontem o único país da desintegrada Iugoslávia a ter aderido ao bloco.
Para os 4 milhões de croatas, a adesão vai abrir o financiamento a subsídios de Bruxelas e deve facilitar a chegada de investidores, principalmente dos alemães.Mas a UE assume mais uma crise. A Croácia não consegue superar a recessão, seu déficit fiscal atinge 6,2% do PIB e a previsão é de que a economia sofrerá contração de 2% em 2012.
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