Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias >
Início do conteúdo

Em vez de chapinha, verão pede laquê e cabelo armado

Agora chamado spray, produto é indispensável para segurar penteados com o 'look diva'

05 de novembro de 2009 | 0h 00
Valéria França - O Estadao de S.Paulo

O laquê que a vovó usava está de volta com nova fórmula. Sem melar o cabelo como antes e com um perfume mais suave, o spray, como é chamado agora, virou produto indispensável para finalizar o novo look de verão. Os cabelos da estação serão mais volumosos. No lugar do efeito escorrido da chapinha, que predominou nos últimos anos, chegam ondas bem marcadas como as de Rita Hayworth, no filme Gilda, ou na versão mais atual da stripper americana Dita Von Teese.

Outro look que também vai precisar de muito spray para segurar é o do cabelo escovado, porém armado, que predominou entre as mulheres mais refinadas, no fim dos anos 1960. A referência é Catherine Deneuve em A Bela da Tarde, de 1967. "Esse é o visual lady like", diz Marco Antônio de Biaggi, dono do M.G. Hair Design.

"Depois de feita a escova, a raiz é um pouco eriçada, deixando o cabelo com um penteado onde nenhum fio fica fora do lugar, muito menos caindo no rosto." Esse foi o estilo que, por exemplo, a atriz Debora Bloch escolheu para apresentar um prêmio de moda há 15 dias.

"Ela estava perfeita", diz a personal stylist Paula Lang, que cuida do visual da atriz Cláudia Raia. "É um penteado que exige cabelo acima do ombro e um corte meio desfiado. Mas é um estilo muito noite", avisa. "É impossível fazê-lo em casa ou na correria do dia a dia." Nos anos 60, as mulheres usavam até palhinha de aço embaixo do cabelo para dar mais volume ao penteado.

Alguns cuidados são necessários para aderir à moda. "Esse tipo de penteado pode envelhecer se não for misturado com elementos mais atuais", avisa Paula. "Não dá para usá-lo com roupas clássicas, por exemplo." Elementos mais fashion e uma maquiagem caprichada viram quase uma exigência.

O cabelo armado e volumoso já pegou nas passarelas internacionais da moda e nos editoriais das principais revistas. "E começa a pegar entre os formadores de opinião", diz Wanderley Nunes, do Studio W. "Logo vai para as ruas."

Mas o que acontece com a chapinha? E a escova progressiva? "O cabelo lambido já era", diz Marco Antônio. "Chapinha não tem nada a ver com o verão. Você começa a fazer na frente e a nuca já fica úmida." A escova tradicional volta com tudo, deixando os fios soltos. As pontas, segundo ele, não podem ficar espetadas.

Além do spray, também está de volta o bobe com velcro. Biaggi dá a dica de como fez alguns do cabelos, como o da atriz Luciana Vendramini, publicados em seu livro Estilo Biaggi. "A dica é fazer uma escova em casa e enrolar o cabelo com rolos grandes." Para o penteado não murchar, os produtos finalizadores são ainda mais indispensáveis.

Mesmo antes, quando a tendência era o visual bem natural, o spray continuava firme no mercado. Segundo pesquisa do mercado mundial da L"Oreal, seis em cada dez mulheres usam spray. Os produtos em aerossol correspondem a 25% dos artigos consumidos para cabelo. As consumidoras queriam um produto de secagem mais rápida, mais resistente à umidade, que combatesse o frizz e não deixasse o cabelo duro, com se estivesse envernizado. E são essas as vantagens da nova geração de sprays. A Redken, por exemplo, lançou um com secagem mais rápida, com silicone combinado com polímero antifrizz, que, jura o fabricante, resulta em mais brilho.