Empregado doméstico foi atividade que mais cresceu
Um dos mercados mais aquecidos no Brasil em 2009 foi o das empregadas domésticas. No ano passado, houve crescimento de tamanho, aumento de remuneração e maior formalização da categoria. O número de trabalhadores domésticos saltou 9%, saindo de 6,6 milhões em 2008 para 7,2 milhões, com um acréscimo de quase 600 mil.
Em termos proporcionais, foi o maior aumento entre todos os grupamentos de atividade da Pnad, que incluem indústria, administração pública, setor agrícola, etc.
Do total de empregados domésticos em 2009, 6,7 milhões, ou 93%, eram mulheres. Esse grupo corresponde a 17% das mulheres brasileiras que trabalhavam em setembro de 2009, comparado a 15,8% em 2008.
Em 2009, a proporção dos formalizados atingiu 28% - 2 milhões tinham carteira assinada -, um pequeno avanço em relação aos 27% de 2008. Desde 2004, enquanto o número de trabalhadores domésticos cresceu 11,9%, a quantidade com carteira assinada teve alta de 20%.
Rosângela de Aquino, de 57 anos, engrossa a estatística das empregadas domésticas contratadas em 2009. Depois de seis anos como babá foi dispensada, mas não ficou desempregada muito tempo. Trabalhou em duas casas, sempre com carteira assinada. "Acho que mudou porque muita empregada botou a patroa na Justiça", conta.
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