Empresa investe em terapia com células-tronco
Farmacêutica pretende pesquisar tratamento de doenças do intestino
A Pfizer está adquirindo os direitos de uma controvertida terapia com células-tronco de tecidos adultos desenvolvida pela empresa americana de biotecnologia Athersys - uma negociação que mostra o interesse das empresas farmacêuticas nesta área de pesquisa. Com isso, a Pfizer poderá produzir células da Athersys para tentar chegar a um tratamento voltado a doenças inflamatórias do intestino.
A empresa pagará inicialmente US$ 6 milhões, acrescidos de mais US$ 105 milhões futuramente. "O valor relativamente baixo significa que é cedo para esse tipo de tratamento. Mais pesquisas ainda devem ser feitas", afirma Ruth McKernan, que lidera a equipe de Medicina Regenerativa da Pfizer, unidade criada há 18 meses para desenvolver tratamentos baseados em células-tronco.
As células da Athersys, derivadas da medula óssea humana, ainda não foram testadas em pessoas com doença inflamatória intestinal, como colite ulcerativa e a doença de Crohn. Mas o produto está começando a ser testado em pacientes que sofreram ataque cardíaco e pessoas com câncer que receberam transplantes da medula óssea.
Criada em 1995, a Athersys tem suas ações negociadas em bolsa, mas não dá lucro. Suas ações fecharam a US$ 1 no pregão da semana passada.
As células-tronco podem formar tipos diferentes de tecido no corpo. O objetivo da Pfizer e da Athersys é injetar as células em pacientes não para substituir tecidos doentes, mas para produzir proteínas que ajudam a curar tecidos danificados ou impedir que se deteriorem.
As células-tronco derivadas de tecidos de adultos, como é o caso da terapia, são menos polêmicas do ponto de vista ético e religioso do que as derivadas de embriões humanos. As células foram desenvolvidas inicialmente na Universidade de Minnesota, que indicou que eram células-tronco com múltiplas possibilidades de aplicação, quase tão versáteis quanto as embrionárias. Mas alguns cientistas encontraram problemas para sua replicação e pesquisas chegaram a ser refeita.
As grandes empresas farmacêuticas estavam cautelosas com relação às células-tronco pelo fato de a pesquisa na área ainda estar em estágio muito inicial.
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