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Empresas preparam projetos para aeroportos executivos

A incorporadora JHSF tem planos de erguer um espaço para os aviões executivos na cidade de Araçariguama (SP)

21 de fevereiro de 2012 | 3h 04
RIO - O Estado de S.Paulo

De olho na oportunidade gerada pela combinação de forte crescimento da aviação executiva e infraestrutura frágil no País, grupos privados já trabalham em projetos para emplacar a construção de um aeroporto dedicado exclusivamente a esse segmento em São Paulo. O governo federal, no entanto, não dá sinais de que pretende dar permissão para as obras, pelo menos por enquanto.

Um dos projetos, o da incorporadora JHSF, prevê um aeroporto executivo internacional no município de Araçariguama (SP). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não viu entraves na proposta, que foi também levada à Secretaria de Aviação Civil (SAC), responsável pelo planejamento da estrutura aeroportuária do País. Mas o projeto não recebeu muita atenção.

Fontes de órgãos públicos federais ligados ao setor aéreo creditam a falta de empolgação do governo a um receio da SAC e da presidente Dilma Rousseff de que a sinalização de que um novo aeroporto poderia ser construído na Grande São Paulo pudesse reduzir o valor de outorga de Guarulhos e especialmente de Viracopos, em Campinas, no leilão realizado no início do mês.

Para especialistas, porém, essa era uma reticência infundada, pois acreditam que um aeroporto executivo não competiria com os aeroportos privatizados, voltados para a aviação regular.

"A aviação executiva precisa de um aeroporto exclusivo operando internacionalmente próximo de São Paulo, porque Congonhas, Guarulhos, Jundiaí e Campo de Marte não têm condições (de atender essa demanda)", diz o especialista em infraestrutura aeroportuária Anderson Correia. Para ele, as concessionárias que vão assumir Guarulhos e os outros aeroportos concedidos vão querer reduzir ao mínimo possível a presença da aviação executiva por lá.

Isso deve ocorrer porque as receitas trazidas pelos passageiros de voos regulares é muito superior aos da aviação executiva. "A única receita que a aviação executiva traz mesmo é aluguel de hangar, e esses aeroportos não têm espaço para esses aviões", diz.

No caso de uma autorização a um grupo de empresas para construir e tocar um aeroporto, os controladores não estariam submetidos à regulação de tarifas imposta aos aeroportos da Infraero ou concedidos. Isso torna o negócio atrativo para as empresas, uma vez que poderiam definir o quanto vão cobrar de um público que está disposta a pagar caro, desde que seja bem atendido.

"O Brasil é o País com a segunda maior aviação geral do mundo. Temos uma frota de 12 mil aparelhos (número que inclui helicópteros, aviões de carga, agrícolas, etc). Desse total, 1,2 mil são aviões a turbina, voltados para aviação executiva", estima Francisco Lyra, ex-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) e um dos sócios da Cfly Aviation, parceira da JHSF no projeto de Araçariguama. O número é mais do que o dobro da frota de aviões comerciais no País, composta por cerca de 500 aviões. Além da JHSF, pelos menos três outros projetos disputam uma autorização para construir um aeroporto executivo na Grande São Paulo. / G.G.





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