Equipes escondem o jogo nos testes
É o que pensa Rubens Barrichello, da Williams, depois do encerramento da pré-temporada, ontem, em Barcelona
Carro na pista, agora, apenas dia 25 de março, no primeiro treino livre do GP da Austrália, às 22h30 da quinta-feira, horário de Brasília (12h30 de sexta-feira, local). A pré-temporada terminou ontem, no Circuito da Catalunha, em Barcelona. "Tivemos de aprender com quase tudo. Novos pneus, sistema de recuperação de energia (Kers), aerofólio traseiro móvel, dentre outras novidades", disse ontem o mais experiente piloto da Fórmula 1 (306 GPs), Rubens Barrichello, da Williams, ao Estado.
Por esse motivo, completar muitos quilômetros nos testes era fundamental e um dado que poderá ser bastante útil nas três primeiras etapas, Austrália, Malásia e China. A projeção de Rubinho para essas provas é surpreendente: "Em toda a minha carreira, nunca vi uma pré-temporada tão difícil de ser interpretada", afirmou. "Dá para dizer, apenas, que Red Bull e Ferrari parecem estar na frente e a Williams avançou, mas tenho certeza de que tem gente com carta escondida na manga."
Na simulação de uma classificação, em Barcelona, Sebastian Vettel, da Red Bull, campeão do mundo, registrou, quarta-feira, 1min21s865. Já Fernando Alonso, da Ferrari, sexta-feira, 1min21s614. Mas a suspeita geral na Fórmula 1 é de que a Red Bull não tinha menos de 60 quilos de gasolina no tanque. "Se isso for verdade, eles estão bem na frente da Ferrari", diz Rubinho.
O melhor tempo na pista catalã foi de Michael Schumacher, da Mercedes, 1min21s249, sexta-feira. "Em que condição ele obteve esse tempo? Teremos de esperar o GP da Austrália. E penso que haverá surpresas." Sobre a Williams, comenta: "Dispomos de um conjunto mais equilibrado que em 2010. Nosso problema é o Kers, que somos obrigados a manter no carro, por questão de distribuição de peso, mas precisamos ainda desenvolvê-lo." O recurso melhora de 2 a 3 décimos de segundo o tempo de volta.
Os pneus Pirelli vão exigir atenção. "Não podemos tirar tudo do carro com eles novos, sob pena de em poucas voltas nossos tempos de volta piorarem de 2 a 3 segundos", explica. A expectativa é de três pit stops nas corridas. "Os boxes vão estar sempre cheios", confirma Rubinho. A esse respeito, Vettel lembrou: "Mais pit stops embaralham as coisas. Podemos escolher a hora errada de parar, o pit stop não ser perfeito, sair atrás de um adversário lento, há agora mais formas de se perder tempo." Para Rubinho, não há dúvida: "As corridas serão menos previsíveis".
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