Estádios e transporte custarão R$ 17,2 bi
BNDES banca 63% do valor previsto para obras em 11 arenas: Beira-Rio não terá dinheiro público
Faltando menos de um mês para que comece a contar o prazo de início das obras dos estádios da Copa de 2014, o Ministério do Esporte colocou em seu site (www.esporte.gov.br) o custo previsto para a reforma ou construção das arenas, além dos valores que serão gastos para a melhoria da mobilidade urbana nas 12 cidades-sede. Apenas com estes dois itens, o custo previsto é de R$ 17,2 bilhões.
Do total, cerca de R$ 5,4 bilhões (ou 31,4%) serão empenhados para os estádios. De acordo com a matriz de responsabilidades assinada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, e pelos governadores e prefeitos de cada sede, as obras devem começar em 1º de março e terminar em 31 de dezembro de 2012.
Nove sedes utilizarão verbas dos governos estaduais (ou distrital, no caso de Brasília) para adequação ou construção de arenas ? o resultado final contraria, portanto, o discurso de que dinheiro público não seria utilizado nas obras dos locais de jogos. Os Estados vão investir R$ 1,58 bilhão.
No entanto, a linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será responsável pelo principal aporte financeiro ? 63% do total. O banco federal emprestará cerca de R$ 3,42 bilhões dos R$ 4,8 bilhões disponibilizados para tal fim. O prazo de pagamento do empréstimo é de 12 anos.
Na briga pela abertura da Copa, Brasília terá o estádio mais caro do Mundial ? tem gasto previsto de R$ 745,3 milhões para a reforma ?, com o maior investimento do setor público. O governo distrital bancará R$ 345,3 milhões.
Dentre os três estádios privados, apenas o Beira-Rio não utilizará recursos públicos. O Internacional garante que bancará sozinho os R$ 130 milhões necessários para as obras de adequação, previstas para acabar em agosto de 2012, quatro meses antes do prazo final.
São Paulo e Atlético-PR farão uso do dinheiro do BNDES. Dos R$ 240 milhões estimados para a reforma do Morumbi, também candidato ao jogo inaugural da Copa, o clube paulista emprestou R$ 150 milhões do limite de R$ 400 milhões por arena. Os paranaenses utilizarão apenas R$ 25 milhões. Para completar os R$ 184,5 milhões previstos para a ampliação da Arena da Baixada, virão R$ 46,5 milhões da Prefeitura de Curitiba.
INFRAESTRUTURA
A capital paulista terá o maior investimento na mobilidade urbana. Dos R$ 3,17 bilhões orçados, 90% serão destinados à construção da linha ouro de monotrilho, que interligará o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas. Porto Alegre, por outro lado, prevê o menor gasto. Serão seis obras que privilegiam o uso de ônibus em corredores exclusivos, ao custo de R$ 394,7 milhões.
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