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Exposição mostra tour de d. Pedro pelo Líbano

Viagem real feita há 135 anos foi pontapé para imigração de libaneses no Brasil

24 de novembro de 2011 | 3h 05
Edison Veiga/AE - O Estado de S.Paulo

A visita de d. Pedro II ao Líbano em 1876 foi o primeiro passo para que o País tenha hoje a maior população libanesa do mundo. Estima-se que vivam no Brasil 8 milhões de descendentes - metade no Estado de São Paulo. E os 135 anos da viagem do imperador serão comemorados com exposição a partir de amanhã no Sesc Vila Mariana.

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1888. D. Pedro II, a imperatriz Thereza Christina e parte da comitiva a bordo do vapor Congo - Divulgação
Divulgação
1888. D. Pedro II, a imperatriz Thereza Christina e parte da comitiva a bordo do vapor Congo

"D. Pedro II atuou como diplomata, embaixador, divulgador do Brasil no Líbano. Ao longo da viagem, ele conversou com muitos libaneses, intelectuais e camponeses", conta a organizadora da mostra, Lody Brais, presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano. "Por onde ele passava, falava do Brasil, deixando claro que os libaneses seriam recebidos de braços abertos e seriam prósperos por aqui." Quatro anos mais tarde, em 1880, aportavam aqui as primeiras levas desses imigrantes.

A exposição mostra fotos de cidades libanesas visitadas pelo monarca e documentos históricos, como o diário de viagem em que o imperador detalha suas impressões e relata fatos pitorescos da expedição. "Conseguimos esses documentos com o Museu Imperial de Petrópolis e a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro", diz Lody.

Mapa mostrando o roteiro da viagem da comitiva imperial foi reconstituído pelo correspondente do Estado Gustavo Chacra. O público também terá oportunidade de ver a bandeira e a espada de d. Pedro II, cedidas pela Casa Imperial. O evento ainda marca o lançamento do catálogo +130 Anos da Imigração Libanesa do Brasil, do historiador Roberto Khatlab.

A viagem. O imperador esteve no Líbano em novembro de 1876, como parte de sua viagem ao Oriente Médio. Libaneses o presentearam com uma biblioteca e trono de madeira de cedro, árvore símbolo do país. O trono fica exposto no Museu Imperial de Petrópolis. Em retribuição, d. Pedro II deu uma caixa de ouro e diamantes, representando a riqueza das terras brasileiras.

O monarca foi conhecer a Universidade Americana de Beirute. Também visitou em Bkerk o patriarca da Igreja Maronita, Bulos Mass'ad, e, em Baalbeck, os templos de Baco, Júpiter e Vênus. A comitiva imperial era composta por cerca de 200 pessoas e d. Pedro II se locomoveu no país com uma égua branca, carregando a bagagem em uma mochila.

Serviço

SESC VILA MARIANA: RUA PELOTAS, 141, SÃO PAULO. ABERTURA PARA CONVIDADOS HOJE, ÀS 20 HORAS. EXPOSIÇÃO AO PÚBLICO A PARTIR DE AMANHÃ. PERÍODO DE EXPOSIÇÃO: 60 DIAS. ENTRADA GRÁTIS.



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