Fator Relevante
Mais forte, Diniz pode rever acordo
O empresário Abílio Diniz estaria cogitando rever sua parceria com o grupo francês Casino no controle do grupo Pão de Açúcar (GPA), maior rede varejista do País, dono do Pão de Açúcar, do Ponto Frio e da Casas Bahia. Uma das ideias, segundo fontes próximas a Diniz, seria a recompra da totalidade ou de parte das ações em poder do Casino, que hoje detém 50% do controle do grupo brasileiro, que faturou no ano passado R$ 40 bilhões. A decisão sobre o futuro, que se encontra em fase embrionária, segundo as fontes consultadas, seria tomada em 2012.
Nessa data, segundo o contrato firmado em maio de 2005, quando o Casino adicionou, por US$ 900 milhões, 36% das ações do GPA ao lote de 24% que detinha desde o final da década passada, os franceses passariam a ter uma ação a mais do que Diniz na holding que controla a operação brasileira, aumentando seu poder de veto e de decisão. Acostumado a dar a última palavra no Pão de Açúcar, Diniz não estaria exatamente confortável com a perspectiva de diminuição de seu papel, a despeito do bom relacionamento que sempre garantiu ter com os sócios estrangeiros, em particular com Jean Charles Naouri, presidente do Casino.
A mudança do ambiente de negócios no Brasil seria outro forte motivo para a eventual recompra de ações. Hipótese, aliás, não descartada inteiramente por Diniz no passado recente. De acordo com pessoas familiarizadas com o tema, o raciocínio é de que, na esteira do crescimento econômico brasileiro nos últimos anos, o grupo tornou-se mais ágil, produtivo e lucrativo, tendo adquirido musculatura suficiente, com a incorporação do Ponto Frio e da Casas Bahia, para enfrentar a concorrência de redes como o Walmart e Carrefour, Em outras palavras: pode caminhar com as próprias pernas, prescindindo de um parceiro tão forte.
Procurada pela coluna, a direção do Pão de Açúcar negou a possibilidade de que o grupo ou o próprio Abílio estejam interessados na recompra das ações em poder dos franceses. Ao mesmo tempo, afirmam ter a certeza de que a parceria de 11 anos com o Casino deve permanecer por muitos outros anos. A conferir.
ENERGIA EÓLICA
Renova investe R$ 1,2 bi em 15 parques na Bahia
A Renova Energia vai investir R$ 1,2 bilhão em parques eólicos na Bahia nos próximos anos. A empresa, que saiu vencedora no primeiro leilão de fontes alternativas de energia realizado no final do ano passado, quando vendeu 270 megawatts (MW) de 14 parques, comercializou 30% do volume do Leilão de Energia de Reserva, em agosto deste ano, com a venda de 78 MW de seis parques. Controlada pela RR Participações, dos empresários paulistas Ricardo Delneri e Renato Amaral, a Renova tem entre seus sócios o Banco Santander, o Fundo InfraBrasil e o FIP Caixa Ambiental.
IMÓVEIS
CrediPronto! mapeia clientes de financiamento
A CrediPronto!, uma joint venture do Banco Itaú e da imobiliária paulista Lopes, analisou cerca de 1200 contratos de financiamento realizados com seus clientes de julho de 2009 a julho de 2010 e verificou que 60% do valor dos imóveis foi financiado. Em média, o crédito concedido ficou em R$ 194,1 mil e o valor dos imóveis em R$ 326,3 mil. Entre seus clientes, 63% adquiriram unidades de médio e alto valor (de R$ 250 mil a R$ 1,5 milhão), enquanto 32% optaram por imóveis de menor preço (de R$ 100 mil e 249,9 mil).
SEMINÁRIO
Insper debate oportunidades de negócios na Ásia
O Insper, uma das principais escolas de negócios brasileiras, promove em parceria com a Agência de Desenvolvimento de Cingapura (EDB) o seminário internacional Oportunidades e Desafios na Ásia, nesta quinta-feira (9), em São Paulo.
O evento contará com a participação do diretor da EDB, Beh Swan Gin. As exportações do Brasil para a Ásia multiplicaram-se por seis na última década, totalizando US$ 39,4 bilhões em 2009, contra importações no valor de US$ 36,1 bilhões.
PETRÓLEO
Americano volta a confiar na exploração
Abalada pelo acidente provocado pela BP no Golfo do México no primeiro semestre deste ano, a confiança dos americanos na exploração petrolífera está se recuperando. É o que mostra recente pesquisa do instituto GfK Poll em parceria com a Associated Press, na qual foram ouvidos mais de mil adultos de todas as regiões dos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, apenas 21% dos entrevistados acreditam que o acidente no Golfo ainda poderá afetar suas vidas no ano que vem. Em junho, esse número era o dobro. Para alegria das companhias do setor, o levantamento aponta, ainda, que 48% dos entrevistados apoiam a expansão das atividades de perfuração offshore de petróleo e gás nos Estados Unidos.
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 13:05 Aéreas buscam acordo junto à ONU para ...
- 11:59 Parlamento grego vota 'cruciais' e ...
- 09:52 Bancos só veem queda do calote no 2º semestre
- 09:35 ?Gatos? causam prejuízo de R$ 7 bi ...
- 09:21 Indústria e varejo brigam pelo lucro ...
- 09:10 Ponte aérea é mais cara que ...
- 08:57 Gabrielli: combustível tem de subir 'em ...
- 21:57 Bancos só veem queda do calote no 2º semestre
- 21:49 ‘No modelo do pré-sal, a Petrobrás ...
- 21:43 O desempenho brasileiro em Cannes








