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15 de Abril de 2010

 

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Fed aprova bancos no teste de estresse

BC americano informa que a ?ampla maioria? dos 19 bancos submetidos a exame excedeu o nível esperado

24 de abril de 2009 | 0h 00
DOW JONES NEWSWIRES - O Estadao de S.Paulo

Durante teleconferência com a imprensa para explicar a metodologia dos "testes de estresse", funcionários do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) disseram que os 19 bancos receberam ontem os resultados preliminares da avaliação. Segundo eles, a "ampla maioria" dos bancos "excedeu bem" o nível e a qualidade de capital que os supervisores estavam almejando.

Para tentar administrar uma potencial consequência dos resultados dos testes de estresse, o Fed disse que qualquer banco instruído a levantar novo capital como resultado dos "testes de estresse" do governo não deve ser visto como insolvente ou inviável.

"Uma necessidade de capital adicional ou uma mudança na composição de capital para construir um colchão sob um cenário econômico que seja mais adverso do que o esperado não é uma medida de solvência atual ou viabilidade da firma", disse o Fed.

Os funcionários do Fed disseram que criaram um padrão métrico para medir o capital e o usaram consistentemente em todos os 19 bancos para determinar o montante de um colchão de capital que cada um deles precisa manter acima dos níveis regulatórios de capital.

Os supervisores podem ajustar o tamanho dessa camada extra de capital para algumas instituições para refletir outros fatores, tais como risco estratégico ou de reputação.

"Estaremos buscando colchões, colchões substanciais, sobre proporções mínimas", disse um funcionário sênior do Fed. Eles preferiram não dar detalhes sobre o tamanho do colchão.

O governo vai divulgar os resultados dos "testes de estresse" no dia 4 de maio, incluindo alguns dados específicos dos bancos e informação combinada do setor. Os bancos terão vários dias para contestar os resultados, antes que o governo os divulgue publicamente.

O Fed disse que as avaliações futuras têm como objetivo assegurar que os bancos, que controlam dois terços dos ativos do país, tenham colchão de capital suficiente para continuar a emprestar mesmo se a economia piorar mais do que o esperado até o próximo ano.

Os "testes de estresse" são uma parte central do esforço da administração do presidente Barack Obama para restaurar a confiança no setor bancário, que foi abalada pela crise financeira.

O cenário-base do "teste de estresse" projetava uma taxa de desemprego média de 8,8% em 2010 e o mais "adverso", uma taxa de desemprego média de 10,3% no final de 2011. Segundo o Fed, embora a "probabilidade de a taxa de desemprego alcançar 10,3% em 2010 seja agora maior do que se antecipava quando os cenários foram determinados, aquele resultado ainda excede uma projeção de consenso mais recente dos analistas profissionais de uma taxa de desemprego média de 9,3% em 2010".

Os bancos que tiverem de levantar mais capital serão direcionados pelo governo para fazer isso por meio de investidores privados. Eles podem, como alternativa, pedir financiamento do governo ou converter ações preferenciais existentes de posse do governo em ações ordinárias.


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