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Federer, o maior mito das quadras

Federer e seus 15 Grand Slams, fotos, opine no blog e leia mais da conquista

06 de julho de 2009 | 0h 00
LONDRES - O Estadao de S.Paulo

A presença do norte-americano Pete Sampras, do sueco Björn Borg e do australiano Rod Laver, alguns dos maiores tenistas da história, ontem, na tribuna real da quadra central de Wimbledon, dava o tom da importância do que estava em disputa na final do torneio. Ao vencer o texano Andy Roddick por 3 sets a 2, o já lendário suíço Roger Federer tornou-se o maior vencedor no tênis, ao conquistar seu 15º título de Grand Slam. Sampras, Borg e Laver, que juntos levantaram a mesma taça 16 vezes, renderam-se ao maior campeão que as quadras de grama, como Wimbledon, de saibro, a exemplo de Roland Garros, e sintéticas, usadas no US Open, já conheceram.

Suíço de 27 anos bate Andy Roddick em final emocionante e, em Wimbledon, estabelece recorde de Grand Slams

A heroica conquista não entrou para a história apenas por fazer desse excepcional tenista de 27 anos campeão inigualável no circuito internacional. O suíço de Basileia foi campeão depois da final mais emocionante, longa e exaustiva de todos os tempos, com 4 horas e 16 minutos de duração, dentre outros recordes. Federer também festejou o retorno à condição de número 1 do mundo, título que manteve por impressionantes 237 semanas desde que pela primeira vez a assumiu, em 2004.

"Minha cabeça ainda está girando", disse Federer, com a simplicidade que o caracteriza, e sem alarde.

E quem o fez perder um pouco o rumo na quadra foi Roddick. Nas outras três finais em que os dois se encontraram, o campeão não enfrentou grandes dificuldades para superar o norte-americano. Ontem, no entanto, foi diferente. Não fosse a capacidade extraordinária de Federer reagir sob condições adversas, as chances de a final de Wimbledon ter seguido outro rumo eram enormes ao final do segundo set.

O suíço anulou quatro set balls, ponto que daria a vitória a Roddick no segundo set o que, somado à conquista do primeiro set, por 7 a 5, o colocaria muito próximo do título. "Andy esteve fantástico", reconheceu Federer. "Não fique triste, Andy. No ano passado também perdi no quinto set (na derrota para Rafael Nadal por 3 a 2)."



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