Fluxo de capital estrangeiro cai
Os fluxos líquidos de capital estrangeiro para o Brasil vão cair 32% em 2009, de US$ 37,1 bilhões para US$ 25,3 bilhões, segundo previsão do Institute of International Finance (IIF), espécie de Febraban mundial.
Apesar da redução significativa na entrada de capital estrangeiro, o Brasil está entre os menos afetados pela retração - nos países emergentes como um todo, os fluxos vão recuar 64,6%, de US$ 465, 8 bilhões para US$ 165,3 bilhões, e 51,6% na América Latina, de US$ 89 bilhões para US$ 43,1 bilhões. "O Brasil está entre os países que vão sofrer menos", disse Philip Suttle, chefe de pesquisa econômica do IIF. Um dos motivos é que o País já teve um declínio maciço na entrada de capitais em 2008. "Teria sido melhor que tivesse ocorrido de forma mais suave, mas foi uma correção necessária."
A queda no fluxo de capitais para os países em desenvolvimento é equivalente a 6% do PIB conjunto dos emergentes. "Trata-se de uma queda sem precedentes'', afirmou Suttle. Nas duas crises anteriores - 1981-86 e 1996-2002- a retração foi menor. "A maior preocupação é o setor privado conseguir rolar dívidas no mercado internacional.''
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