ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Fundo estadual faz Sarney acusar STF de 'intervenção'

Lewandowski questionou demora para criação de novos critérios de repasse; presidente do Senado cobrou atenção ao princípio da separação dos poderes

23 de janeiro de 2013 | 2h 08
Felipe Recondo e Anne Warth, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reagiu nessa terça-feira, 23, ao Supremo Tribunal Federal e, em ofício encaminhado à Corte, pediu que se dê mais tempo para votar os novos parâmetros para partilha dos recursos do Fundo de Participação dos Estados. Ele criticou o que chamou de intervenção do Judiciário no assunto.

Veja também:
link Quatro Estados pedem que STF prorrogue critério de rateio de fundo
link Supremo deve ceder aos apelos da União
link Oposição contesta gastos do governo fora do Orçamento

O ofício é uma resposta ao pedido de informações enviado pelo presidente em exercício do Supremo, Ricardo Lewandowski. No texto eram pedidas informações sobre por que o Congresso não havia criado nova fórmula para o repasse do fundo aos Estados - recomendação feita em fevereiro de 2010.

O Congresso argumenta que vários projetos sobre o tema estão em tramitação, que o assunto é complexo e que o prazo dado pelo STF para a aprovação de uma nova lei foi exíguo. Por fim, afirma que não há justificativa para o tribunal interferir no assunto de sua competência.

"Não há omissão inconstitucional do Congresso Nacional, como apontam os requerentes (os quatro Estados que entraram com a ação), já que têm curso regular nas Casas Legislativas projetos de lei complementar destinados a disciplinar a forma de distribuição dos recursos do FPE, não havendo, portanto, inércia do Poder Legislativo a justificar qualquer intervenção do Poder Judiciário, em suas atividades típicas em atenção ao princípio da separação dos poderes", argumentou o Congresso.

No ofício, o Congresso ponderou que o prazo dado pelo Supremo para a aprovação da nova lei - de fevereiro de 2010 a 31 de dezembro de 2012 - foi exíguo para um tema que afirmou ser de grande complexidade. "A matéria legislativa não é apenas complexa, mas politicamente sensível, revelando um verdadeiro embate entre Estados, Distrito Federal e municípios", argumentaram os advogados do Congresso.

Pouco tempo. "A realidade fática demonstrou que o prazo de manutenção da vigência da norma (até 31/12/2012), fixado pelo STF, foi exíguo para debate, aprovação, vigência e eficácia de uma nova lei complementar que substituísse os critérios adotados desde 1989", acrescentaram os advogados. As eleições de 2010 também teriam impedido que o assunto fosse aprovado em tempo hábil.

A consulta do ministro Lewandowski foi enviada ao Congresso na ontem. Na segunda-feira, os governadores da Bahia, Jacques Wagner (PT), do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), contestaram a omissão do Congresso ao não votar a nova lei.

Para julgar a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO), o STF deve ouvir quem é acusado dessa omissão. Com essas informações, deverá esperar o retorno dos ministros do recesso para levar o caso a plenário. Os governadores pedem que o tribunal mantenha a regra anterior, até que o Congresso aprove uma lei nova. Na prática, uma liminar nesse sentido poderia significar a manutenção, por tempo indeterminado, dos parâmetros derrubados pelo STF.

'Status quo'. Apesar de não haver parâmetros constitucionais para a partilha, o governo manteve o repasse nos mesmos moldes que vinha aplicando em anos anteriores. Amparou-se, para isso, em decisão do Tribunal de Contas da União que, à falta de nova regra, manteve os porcentuais antigos. O presidente do TCU, Augusto Nardes, disse que a manutenção evita que Estados sofram a falta de recursos.

"A nossa posição é manter o status quo enquanto o Congresso não fizer a regulamentação", afirmou. "Não dá para não tirar o cobertor curto dos Estados, que ficariam numa situação muito difícil", acrescentou.





Tópicos: Fundo estadual, Sarney,

Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Para promotor, central de grampos cheira a polícia política

  • Para promotor, central de grampos cheira a polícia política
  • Ministério Público está sendo cooptado, afirma promotor
  • Segurança pública: Policial tem obrigação de prestar socorro

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.