Garçons vão à Justiça para que lei seja cumprida
Sindicato de 300 mil trabalhadores de restaurantes e bares também ameaça pedir adicional de insalubridade
O sindicato que representa os garçons e barmen em São Paulo entrou ontem na "guerrilha da lei antifumo", e do lado do governo do Estado. O Sinthoresp, que representa a categoria, informou que planeja recorrer à Justiça como assistente de defesa da gestão José Serra (PSDB) contra a sentença que derrubou a legislação para bares e restaurantes (movida pelas associações patronais). O argumento da instituição é que do jeito que está hoje, funcionários chegam a fumar o "equivalente a cinco cigarros" só aspirando a fumaça dos clientes.
Tire suas dúvidas sobre o que diz a lei paulista
Autorizar fumódromos enfraquece a lei?
Decisão emitida na última terça-feira pela 3ª Vara do Tribunal de Justiça - em favor da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) e Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Fehoresp) - blindou 300 mil estabelecimentos da obrigação de eliminar o fumódromo e receber a visita dos fiscais antifumo. Caso a sentença em favor dos empresários seja mantida, o Sinthoresp ameaça ainda entrar com pedido de adicional de insalubridade, o que obrigaria aumento de salário dos trabalhadores em até 40%.
"Se um dos argumentos para as associações revogarem a lei é o medo de perder faturamento, seria um custo ainda maior arcar com a insalubridade", afirmou o presidente do sindicato, Francisco Calasans.
Antes mesmo de ter recebido a força extra do Sinthoresp, o governo paulista já mostrava ignorar a ameaça das sentenças contra a lei antifumo. Durante evento ontem que simbolizou a formatura dos 500 fiscais da "patrulha da fumaça" foi anunciado que até a semana que vem uma megablitz será realizada em 27 cidades do Estado. Mesmo que com intuito inicial educativo e não punitivo, a operação se dá em um contexto de indefinição sobre o alcance da lei. Se até 7 de agosto (data em que os fiscais já poderão aplicar as sanções) o governo não reverter a sentença, só poderão ser multados empresas, shoppings e condomínios.
Porém, tanto Serra quanto o secretário de Justiça do Estado, Luiz Antônio Marrey, agem sem considerar essa hipótese. Apesar da confiança, a guerrilha jurídica em torno da lei ainda não sinalizou vantagem para o governo. Sete ações foram movidas até agora e o placar está 2 a 2. Em dois casos o pedido de liminar não foi aceito. Em dois outros, porém - assinados pelo mesmo juiz da 3ª Vara -, o posicionamento foi contra a lei. Outras três ações estão correndo.
CAMPANHA NA VILA
O investimento para não perder clientes continua. A Associação da Vila Madalena (Ageac), por exemplo, deixou em compasso de espera a abordagem incisiva dos frequentadores, mas permanece com a campanha de garçons estilizados com adesivos agradecendo o público por não fumar.
Siga o @estadao no Twitter
- 01 Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em ...
- 02 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 03 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 04 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 05 Presidente do PT critica privatizações ...
- 06 Evangélicos da base aliada protestam contra ...
- 07 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
- 08 Para tucano, privatizações de aeroportos ...
- 09 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 10 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados




