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GCM que agrediu skatistas já era investigado

09 de janeiro de 2013 | 2h 02
JULIANA DEODORO - O Estado de S.Paulo

O guarda-civil sem farda flagrado na sexta-feira em um vídeo agredindo skatistas na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, já respondia a um processo na Corregedoria-Geral da Guarda Civil Metropolitana. Identificado como Luciano Medeiros, ele já era investigado por agressão. Assim como no caso da filmagem dos skatistas (compartilhado na internet e com quase 2 milhões de visualizações até ontem), o caso anterior também foi divulgado na rede.

Em outubro, Medeiros, mais uma vez sem farda, foi flagrado agredindo um vendedor ambulante no centro da capital. Em uma gravação divulgada na época pelo SBT e que voltou a circular nos últimos dias, ele tenta imobilizar um homem sem camisa que grita de dor. Com o camelô já parado, ele o segura no chão, empurrando sua cabeça contra o asfalto.

Pessoas que passavam na rua eram proibidas de interferir por outros guardas, que faziam uma espécie de barreira humana. Levado à delegacia, o ambulante disse que teve os dois braços quebrados, o que é negado pela reportagem.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, Medeiros faz parte do Grupo de Ações Estratégicas e de Inteligência (Gaei). Desde 3 de janeiro, com a posse da nova gestão, os integrantes da GCM não podem mais cumprir suas atividades à paisana.

Em nota, a secretaria diz que Medeiros descumpriu mais essa determinação da corporação. Por todos esses motivos, ele poderá sofrer suspensão preventiva de até 120 dias, com desconto de um terço do salário ou até exoneração do cargo.

Processo. Em coletiva de imprensa ontem - após a visita do subprefeito da Sé, Marcos Barreto, à Roosevelt para se inteirar da situação da praça -, a comandante operacional do centro, Lindamir Magalhães, afirmou que os abusos e excessos dos guardas estão sendo apurados.

Questionada se Medeiros estaria na base da GCM naquele momento, a comandante confirmou. "Quando a secretaria veicula que ele está afastado, significa que ele continua atrelado à unidade, mas fica em serviços internos", disse. "Para todo processo existe um tempo legal. O processo foi aberto. Ele tem direito a ampla defesa e as imagens divulgadas também serão utilizadas."

A repercussão do vídeo em que Medeiros agride física e verbalmente skatistas foi além do número de visualizações. O guarda foi identificado na internet e seu perfil no Facebook virou alvo de hackers. Seu nome, CPF e telefone foram divulgados e o link para seu perfil foi espalhado para que usuários pudessem deixar mensagens. Diante desse achaque virtual, o guarda cancelou sua conta na rede social.




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