Ginecologistas vestem negro em protesto
Categoria faz ato por reajuste dos valores das consultas dos planos de saúde durante congresso em São Paulo
Ginecologistas e obstetras de São Paulo vestiram coletes de cor negra, ontem, durante congresso da categoria na capital. Foi mais um protesto da série iniciada em maio deste ano para pressionar os planos de saúde a reajustar os valores pagos por suas consultas.
"Os planos de saúde aumentaram 131% desde 1998 e os médicos receberam 68% de reajuste apenas", disse Cesar Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
Fernandes anunciou, porém, que dificilmente a categoria entrará em greve, cogitada em maio. De acordo com ele, os profissionais serão consultados sobre a paralisação, mas a maioria, acredita, não vai aderir. "A greve não é da alma do médico. Uma das possibilidades é partirmos para uma ação judicial." A Agência Nacional de Saúde Suplementar intermedeia atualmente discussões entre médicos e planos sobre um novo parâmetro para os reajustes de consultas. / FABIANE LEITE
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