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15 de Abril de 2010

 

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GM registra 1º lucro trimestral desde 2007

Montadora fechou o primeiro trimestre com resultado positivo em US$ 865 milhões

18 de maio de 2010 | 0h 00
Agências Internacionais e C.S. - O Estado de S.Paulo

NOVA YORK
A General Motors registrou lucro de US$ 865 milhões no primeiro trimestre, seu primeiro ganho trimestral desde 2007. O fortalecimento das vendas e a economia alcançada com um pedido de falência ajudaram a companhia a obter o desempenho positivo. No primeiro trimestre de 2009 a GM perdeu US$ 6 bilhões.

A GM informou que obteve lucro operacional de US$ 1,2 bilhão e gerou US$ 1 bilhão em caixa no primeiro trimestre. A receita global da montadora cresceu 40% em comparação a igual período do ano passado, para US$ 31,5 bilhões, uma vez que sua produção mundial cresceu 57% nos primeiros três meses do ano, em bases anuais.

O aumento da receita levou a GM a registrar lucro de US$ 1,1 bilhão na América do Norte - o principal mercado da montadora, enquanto as economias promovidas por meio das demissões em massa, o fechamento de fábricas e a redução de bilhões de dólares em dívida através de um pedido de falência financiado pelo governo americano empurraram para baixo os despesas da companhia.

O diretor financeiro da GM, Chris Liddell, afirmou que os resultados financeiros da montadora foram conduzidos pelo aumento da produção na América do Norte e pelo crescimento nos mercados emergentes. As vendas mundiais da companhia aumentaram 24% nos primeiros três meses do ano.

O lucro da GM atribuível aos acionistas foi de US$ 1,1 bilhão antes dos dividendos para os acionistas preferenciais da companhia, que são o Tesouro dos Estados Unidos, o governo canadense e o fundo de pensão para aposentados, controlado pelo sindicato dos trabalhadores.

O lucro alcançado pela GM no primeiro trimestre é o primeiro registrado pela montadora desde o segundo trimestre de 2007, quando a companhia reportou ganho de US$ 891 milhões.

O presidente da montadora, Edward E. Whitacre, previu no início do ano que a montadora se tornaria lucrativa em 2010, em bases anuais, pela primeira vez desde 2004.

Ações na Bolsa. A montadora recebeu no ano passado US$ 50 bilhões em empréstimos do governo dos EUA. Pagou US$ 6,7 bilhões antes do previsto, mas o grande pagamento não virá até que realize uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês), para que o governo possa começar a vender sua participação majoritária na montadora. O governo americano tem 61% do capital da GM e o governo canadense tem 12%.

O diretor financeiro da empresa, Chris Liddell, alertou que os próximos trimestres podem não ser tão bons ao buscar conter o otimismo de que os resultados possam significar que a GM em breve voltará a ser uma empresa com ações na bolsa de valores. Liddell ressaltou que a GM deve enfrentar dificuldades no restante do ano, principalmente na Europa.

As melhoras nos resultados da GM até agora têm compensado a turbulência na Europa, onde as vendas estão pressionadas, e a empresa trabalha para reestruturar sua deficitária unidade Opel.

Liddell acrescentou que a GM provavelmente não será lucrativa no continente europeu até 2011. Além dos problemas na Europa e da desaceleração na China, a recuperação de mercados críticos nos EUA permanece tênue. O Brasil é um dos poucos países onde a GM é lucrativa, mas os dados não são divulgados individualmente.

Já as vendas da rival Ford Motor têm crescido mais rápido do que as da GM, e todas as fabricantes de carros continuam lutando entre si com incentivos, abrindo mão de parte dos lucros para atrair os compradores. /

Para lembrar
A General Motors entrou com pedido de concordata (Capítulo 11, como o dispositivo é chamado nos EUA) em junho de 2009. Na época, acumulava dívidas de US$ 94,7 bilhões e somava, desde 2005, prejuízos de US$ 88 bilhões. Ao isolar o que chamou de "velha" GM, saiu da concordata 40 dias depois, após obter US$ 6,7 bilhões em empréstimos do governo americano que, ao todo, concedeu à montadora US$ 52 bilhões, sendo US$ 45,3 bilhões em troca de uma participação de 61% na empresa.

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