Governador paulista é volta ao passado, diz Ciro
Embalado pelas últimas pesquisas, o deputado e pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PSB-CE) tentou ontem abafar as especulações sobre racha na base aliada em 2010 e preferiu criticar o principal nome do PSDB na disputa, o governador paulista, José Serra. "O meu único adversário neste momento se chama volta ao passado. E este passado se chama Serra. Ele foi ministro do Fernando Henrique Cardoso e eles construíram uma agenda perversa para o País", declarou Ciro, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
O deputado frisou que a base governista deve se unir em defesa do lançamento de dois candidatos à Presidência e ressaltou que não está em antagonismo com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobre a última pesquisa CNI/Ibope, em que chega a aparecer à frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ele frisou que é um cenário de momento. "Eu vejo estes números preliminares com gratidão, porém quase nada tem a ver com o que ainda vai acontecer", ponderou.
Indagado acerca da posição que adotará na campanha, se disputar com outro governista, Ciro evitou de novo o tom de confronto. "Minha única ferramenta de luta será minha palavra e, nesse contexto, espero contar com 80% do povo brasileiro do meu lado."
Ciro defendeu alianças na composição de sua candidatura à Presidência, mas disse que aplicará um "filtro" muito especial, fundamentado na moral e intelectualidade de pessoas "que estão comprometidas com o futuro do Brasil".
Mais uma vez, ele descartou a possibilidade de sair candidato ao governo de São Paulo, como defende Lula, afirmando que seu compromisso é com a Nação. "No meu íntimo não desejo esta transferência", disse, sobre o domicílio eleitoral.
Ciro também elogiou Lula, ao dizer que a política econômica do atual governo é "exemplar". Fez referência aos índices positivos associados ao desenvolvimento do País, considerando a ampliação da renda nacional, impulsionada pelos reajustes do salário mínimo. No final da entrevista, falou até de pré-sal. "Não podemos cair na loucura de gastar este dinheiro. O pré-sal tem de ser visto como um fundo para financiar o Brasil e as crianças que vão nascer pelos próximos 30 anos."
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