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Herrera lidera festa corintiana

Atacante faz um gol e participa dos outros dois na vitória por 3 a 1 sobre o Sport no 1.º jogo da final, no Morumbi

05 de junho de 2008 | 0h 00
Fábio Hecico e Giuliander Carpes - O Estadao de S.Paulo

O 1 a 0 já era tratado como ótimo resultado. Mas o Corinthians foi além ontem à noite no Morumbi. Fez 3 a 1 no Sport e pode até perder no Recife por um gol de diferença para conquistar seu terceiro título da Copa do Brasil. Um placar importante, numa noite de festa para mais de 64 mil torcedores, comandada por Herrera, que fez um gol e participou dos outros dois. Após 10 anos, o Corinthians pôde, enfim, comemorar um triunfo diante dos rivais. E com placar importante, pois em 20 anos de história da decisão da competição, quem abriu dois gols de vantagem na decisão jamais sofreu a virada.

O resultado foi comemorado discretamente. Por causa do gol de Enílton, no fim. "Esse gol dá moral e nos deixa vivos para reverter o resultado", festejou Enílton. "É o gol do título", disse o provocador Carlinhos Bala.

Antes de a bola rolar, a tensão tomava conta do elenco corintiano. Apesar de não marcar gols em duelos longe de casa, os pernambucanos pouco levavam. O que facilitava o trabalho para os confrontos de volta, como fizeram diante de Palmeiras e Internacional. Não por acaso, os paulistas consideravam a vantagem mínima já importante. "Temos de vencer em casa de qualquer jeito", diziam.

Para piorar, Lulinha não se recuperou da pancada no quadril e ficou fora. Com Alessandro, o esquema seria, teoricamente, mais defensivo. Seria. Bastou a bola rolar para que o Corinthians partisse para cima como uma máquina. Em seis minutos, Dentinho já havia tirado o grito de "uh" da torcida duas vezes. Prenúncio de, enfim, uma noite de gala do garoto, sem marcar havia 13 jogos.

Era um massacre. Carlos Alberto quase repetiu o gol do Engenhão, na semifinal, contra o Botafogo. Desta vez, porém, a conclusão passou raspando. Dificuldades? Joga para o Dentinho. Aos 18, bate-rebate na área, e o camisa 31 fez as pazes com as redes. Deitou-se, emocionado, recebeu o cumprimento dos companheiros, fez coração para a torcida, beijou o escudo e o nome dos pais, tatuado nos antebraços... Estava aliviado. Os corintianos entoavam o hit "não pára, não pára, não pára", quando Carlos Alberto roubou uma bola com falta em Luciano Henrique. Heber Roberto Lopes nada marcou e o contra-ataque foi fatal para o Sport. Dentinho cruzou, Rincón enganou a defesa e Herrera ampliou.

"Precisamos ter paciência, porque dá para fazer mais um gol", analisou André Santos. No intervalo, Nelsinho Baptista arrumou o Sport. Pôs o atacante Roger, e seu time deu alguns sustos. Até que Mano Menezes tirou sua carta da manga: Acosta. O duelo estava complicado, quando Herrera arrancou e rolou para o uruguaio fazer o terceiro. Os corintianos já comemoravam. Aos 45, no entanto, Enílton descontou e deixou os torcedores com o grito de "é campeão" entalado na garganta. Pelo menos até quarta-feira.



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