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Interdição também afeta pedestres

Circulação restrita na Ponte da Vila Maria obrigou quem estava a pé a passar em meio a máquinas e carros

21 de outubro de 2009 | 0h 00
Elvis Pereira - O Estadao de S.Paulo

No primeiro dia de interdição da Ponte Jânio Quadros (Vila Maria), que liga as zonas norte e leste de São Paulo, a falta de uma escada obrigou pedestres a andarem em meio a máquinas e suspendeu a obra por cerca de três horas. O bloqueio parcial da via resultou também em mais congestionamento.

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Faltou uma escada para que as pessoas pudessem descer da calçada da ponte até a da Marginal do Tietê, evitando, assim, circulação no canteiro de obras. No outro extremo, os pedestres atravessavam por uma estreita faixa de asfalto, ao lado da retroescavadeira que abria o chão. Diante do risco de que alguém se ferisse, os operários pararam os trabalhos no início da manhã. Por volta das 11h30, os serviços foram retomados e a circulação de pedestres no trecho, proibida. Assim, restavam duas opções: andar em meio aos veículos ou atravessar para o outro lado da ponte, que não dispõe de faixas para pedestre. A promessa do Consórcio Nova Tietê era de que a escada seria instalada até a noite de ontem.

"Essa obra atrapalhou bastante. Deveria ser feita nos fins de semana, à noite", reclamou a professora Simone Fernandes, de 32 anos, enquanto caminhava com pressa em meio ao canteiro, aonde chegou após contar com a ajuda de um agente da CET, que interrompeu o trânsito para que ela atravessasse a alça de acesso da Marginal para a ponte. "O ônibus demorou 25 minutos a mais até aqui."

O bloqueio de uma das três faixas no sentido centro também deixou a fila de carros na Avenida Guilherme Cotching 200 metros mais extensa. Para amenizar a situação, com cones, marronzinhos inverteram o sentido de uma das faixas da pista sentido bairro. Às 10 horas, entretanto, o trânsito tornou-se intenso na saída da Marginal, provocando lentidão na alça de acesso para a pista sentido bairro. "Isso está uma bagunça só", afirmou o motorista Marcelo Ocampo, de 42 anos.

O secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, garantiu que a situação dos pedestres na Ponte da Vila Maria seria normalizada hoje. "Como toda obra, o pedestre também sofre impacto. Os buracos e problemas serão corrigidos."

CASA VERDE E FREGUESIA

Nas Pontes da Casa Verde e da Freguesia do Ó, os pedestres já não enfrentaram dificuldades. Mas houve trânsito intenso das 7 às 9 horas nas ruas e avenidas que dão acesso à Casa Verde. As Avenidas Brás Leme e Rio Branco apresentaram lentidão na direção do centro. Uma das faixas da Rio Branco, sentido bairro, precisou ser usada no sentido oposto até 9 horas.

À tarde, um dos principais gargalos foi no encontro da Avenida Olavo Fontoura com a Marginal. Logo após a Ponte da Casa Verde, o acesso à pista expressa foi bloqueado durante uma parte do dia, o que provocou lentidão na pista local.

Na Ponte da Freguesia do Ó, nas ruas do entorno e nas Avenidas Inajar de Sousa e Conde Martinelli, o tráfego fluiu normalmente. Mas a interdição no sentido centro só foi feita após o horário de pico da manhã. O motivo, segundo a CET, foi o grande número de veículos na ponte, que também tem faixa reversível para o trânsito dos ônibus.

Entre 18h30 e 19h30, o trânsito nas vias de acesso à Ponte da Casa Verde complicou a vida de motoristas. Na Rua Zanzibar, agora principal acesso à ponte para quem trafega no sentido Castelo Branco, o tráfego no horário foi comparado às piores situações de trânsito possíveis. "Tinha tanto congestionamento que parecia que era sexta-feira à tarde, e com acidente em cima da ponte", disse o frentista José Gouveia, que trabalha em um posto de gasolina na frente do acesso. "E isso sem falar na confusão."

Nos arredores da Ponte da Freguesia, por volta das 19 horas, o trânsito estava "tranquilo". Motoristas até estranharam. "Muita gente deve ter ficado em casa, apavorado com os "40%" a mais de congestionamento", disse a dentista Fátima Guerra, moradora da Freguesia. COLABORARAM ANA BIZZOTTO e VITOR HUGO BRANDALISE