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Jornais deixam crise para trás, diz ''Economist''

Segundo a revista britânica, mesmo nos Estados Unidos, onde os impressos atravessaram momento difícil, recuperação começa a chegar

11 de junho de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo

Dois artigos publicados pela revista britânica The Economist lançam uma nova luz sobre as perspectivas para o mercado de jornais. A revista lembra que, um ano atrás, a recessão ameaçou uma fuga de publicidade e dos leitores que ainda não tinham migrado para a internet. Numa rodada de negociações promovida pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos para discutir meios de salvar os jornais cogitou-se tornar os impressos sociedades beneficentes ou veículos subsidiados pelo Estado. Agora, esse debate, segundo a revista, parece ultrapassado.

Na maioria dos países, há poucos sinais de crise, diz a Economist. Jornais alemães e brasileiros, por exemplo, ignoraram a recessão. Mesmo os jornais americanos, publicados na região mais problemática para a indústria global, não apenas sobreviveram, mas em alguns casos voltaram a ter lucro. Não as margens de lucro que eram rotina há alguns anos, de cerca de 20%, mas ainda sim, lucro.

A Sociedade Americana de Editores de Notícia estima que 13,5 mil empregos foram extintos nas redações desde 2007. Algumas empresas optaram por férias coletivas. Os leitores estão pagando mais por jornais menores, com menos páginas. Algumas dessas empresas resistem em fazer entregas em bairros distantes. Mas, de acordo com a revista, ainda assim, essas medidas desesperadas têm se provado as mais corretas e eficazes e - infelizmente, para muitos jornalistas - poderão ir adiante.

Segundo a Associação de Jornais da América, a publicidade impressa e online caiu 35% desde o primeiro trimestre de 2008. A circulação caiu assustadoramente também.

Porém, quase todos os jornais que sobreviveram permaneceram rentáveis. Algumas empresas valem agora dez vezes mais que na primavera de 2009, embora continuem distantes do patamar pré-crise. Resultado, em grande parte, de algumas adaptações inteligentes. Na americana Gannett, por exemplo, 46 títulos locais publicam agora notícias nacionais e internacionais.

A Economist cita as conclusões de um relatório que será publicado na semana que vem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo mostra que, fora da América do Norte, os jornais têm se saído melhor. Os jornais japoneses também estão perdendo leitores, mas de forma mais lenta. Isso porque os que estão fora do mercado de língua inglesa enfrentam menos a competição das agências online. Nos mercados emergentes, é preciso procurar muito para encontrar sinal de crise. A circulação total de jornais brasileiros aumentou em cerca de 1 milhão nos últimos dez anos, para 8,2 milhões de exemplares.

Diferenciais. Para a Economist, o problema dos impressos é que, apesar de produzirem materiais excelentes, eles fazem pouco para se distinguir e incentivar as pessoas a pagarem por isso. Os jornais devem se concentrar no que fazem de melhor - o que significa, em muitos casos, as notícias locais e de esporte. Se o restante for comprado dos serviços virtuais ou veículos nacionais, os leitores não sairão perdendo, desde que exista concorrência.

É fato, para a revista, que a sobrevivência dos jornais ainda não está garantida. Mas a crise trouxe uma capacidade impressionante e inesperada de adaptação. "Se os jornais podem manter isso em tempos melhores, eles podem ser capazes de contemplar mais do que uma mera sobrevivência", diz a Economist.


Para vencer a crise

Medidas drásticas adotadas pelos jornais durante a crise ajudaram as empresas a melhorar suas margens de lucro e a deixar de lado as discussões sobre o fim dos impressos

13,5 mil
jornalistas foram demitidos desde 2007, segundo dados da Sociedade Americana de
Editores de Notícias

35%
foi a queda registrada pela Associação de Jornais da América na publicidade imprensa e online desde 2008



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