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Kassab anuncia Casa do Ator no centro de SP

Prefeito assinou decreto de desapropriação de 53 prédios para construir 2,5 mil moradias

05 de fevereiro de 2010 | 0h 00
- O Estadao de S.Paulo

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Ao assinar ontem de manhã um decreto de desapropriação de 53 prédios na região central de São Paulo para a construção de 2,5 mil moradias populares, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou que um dos primeiros imóveis será voltado exclusivamente para artistas aposentados. A Casa do Ator será construída no Edifício Cineasta, localizado na Avenida São João - trata-se de um dos prédios ociosos mais fáceis de serem revitalizados, uma vez que seus quartos de 35 metros quadrados são praticamente unidades prontas (só corredores serão rearranjados e os banheiros, divididos para dar lugar às cozinhas).

"Este é um momento de muita emoção para toda a minha categoria, dos artistas", disse a atriz Nicete Bruno, que participou do lançamento do projeto ao lado do prefeito. "Há tempo nos perguntávamos: como São Paulo não tem um lar para artistas? Os artistas que não podem mais como exercer a profissão não tinham onde ficar."

Em todos os imóveis desapropriados, a expectativa é de que os apartamentos tenham entre 30 m² e 65 m² de área útil - no total a Prefeitura pretende investir R$ 400 milhões, que virão do próprio caixa do governo e da Caixa Econômica Federal. A readaptação dos prédios segue o exemplo dos Edifícios Riachuelo, concluído em 2008, e Asdrúbal do Nascimento e Senador Feijó, concluídos em 2009 pela Cohab. Os três receberam 205 novos apartamentos na região central.

Os 53 endereços foram eleitos com base em estudo inédito da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), feito a pedido da Cohab, que descobriu pelo menos 208 prédios desocupados no centro. Todos os imóveis foram analisados, os donos, encontrados e as dívidas, procuradas no cadastro de inadimplentes da Prefeitura - em média, cada prédio deve R$ 100 mil de IPTU. Estima-se que existam na cidade inteira cerca de 420 mil imóveis desocupados, entre casas e edifícios, e pelo menos um quinto poderia ser revitalizado e transformado em moradia.