Mancha de óleo está reduzida, diz Marinha
Petróleo do pré-sal vazou de um navio há 3 dias, a 250 km de Ilhabela (SP); ANP e Ibama devem multar a Petrobrás
A Marinha informou ontem à noite que a mancha formada pelo petróleo que há três dias vazou de um navio-plataforma no campo Carioca Nordeste (na Bacia de Santos, no litoral de São Paulo) está "bastante reduzida" em relações às dimensões de quarta-feira, de 70 quilômetros quadrados.
Técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recolheram ontem documentos no navio-plataforma Dynamic Producer, a fim de apurar as causas do acidente.
A ANP deverá autuar a Petrobrás pelo derramamento de óleo no oceano, também motivo da multa de R$ 50 milhões que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pretende aplicar à petroleira brasileira.
De acordo com a Petrobrás, operadora do poço de onde vazaram 25,2 mil litros, não há nenhum risco de o petróleo chegar ao litoral paulista. O local do vazamento fica a uma distância cerca de 250 quilômetros do município de Ilhabela.
A Marinha pretende manter uma fragata ancorada na região do vazamento até o fim dos trabalhos de contenção e dispersão da mancha. A Petrobrás não informou ontem sobre a evolução dos trabalhos desenvolvidos no local.
Anteontem, a companhia mantinha cinco embarcações no serviço de retirada do óleo do oceano e de dispersão por jatos de água. Esse foi o primeiro vazamento importante registrado em área de exploração da camada pré-sal do País.
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