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Massa minimiza favoritismo da Ferrari

Ao contrário de Alonso, que não vê adversários, brasileiro prevê dureza

01 de março de 2010 | 0h 00
Livio Oricchio, ENVIADO ESPECIAL, BARCELONA - O Estadao de S.Paulo

Ao estabelecer o terceiro tempo, ontem, no último dia de testes da pré-temporada, em Barcelona, com 1min20s539 (114 voltas), Felipe Massa, da Ferrari, aproveitou o resultado para lembrar: "Nós fizemos um grande trabalho no F10, mas os concorrentes também têm carros competitivos, como vimos hoje.""

A declaração do brasileiro visa a retirar da Ferrari o favoritismo que todos projetam em razão das convincentes marcas obtidas nos 15 dias de treinos, em Valência, Jerez de la Frontera e Barcelona, e, principalmente, da postura do companheiro, Fernando Alonso, para quem "será muito surpreendente se alguma equipe fizer um carro melhor que o da Ferrari"". Massa não poderia desperdiçar a oportunidade de dividir com outras escuderias o indesejável favoritismo atribuído a ele e Alonso.

Ontem, Lewis Hamilton, da McLaren, registrou o melhor tempo do domingo e dos quatro dias no Circuito da Catalunha, 1min20s472 (134), enquanto Mark Webber, da Red Bull, o segundo, 1min20s496 (61). "Todos simularam classificação e as diferenças são mínimas. Nós vamos estar na briga, mas outros também"", explicou. Webber ficou a 24 milésimos de segundo de Hamilton e Massa, a 43 milésimos de Webber.

"Colocaria, ainda, nesse grupo que pode brigar lá na frente, além dos quatro times que todos sabem, a Force India e a Williams (equipe de Rubens Barrichello)"", comentou Massa.

A escuderia que não apareceu dentre as três primeiras, ontem, é a Mercedes, de Michael Schumacher. O alemão marcou o sexto tempo, da mesma forma numa simulação de definição do grid, com 1min20s745 (123). Apesar de ser sexto, ficou a apenas 273 milésimos de Hamilton. "Esses resultados mostram que teremos mesmo um supercampeonato"", explica Massa.

O que ele não disse é com quanta gasolina simulou a classificação. Até mesmo dentre os pilotos há a crença geral de que ele não tinha gasolina apenas para a volta lançada. E dez quilos a mais de combustível, em Barcelona, significam pouco mais de três décimos de segundo no tempo de volta. Se proceder, a Ferrari dispõe mesmo, a duas semanas da abertura do campeonato, o carro mais eficiente, como se acredita dentro da Fórmula 1.

A não ser Massa, que talvez não tenha exposto todo o potencial do F10, é provável que os demais tinham como objetivo, ontem, conhecer a velocidade máxima de seus carros, ao usar pneus novos e gasolina apenas para uma volta lançada. Carro na pista, agora, só dia 12 no primeiro treino livre do GP de Bahrein, abertura do Mundial.