Monitoramento independente contradiz dado
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz o monitoramento independente da floresta amazônica, chegou a uma conclusão diferente do governo em relação ao desmatamento. Para o Imazon, de agosto a novembro de 2009, o desmate totalizou 757 quilômetros quadrados. No mesmo período do ano anterior, o desflorestamento somou 586 quilômetros quadrados. Ou seja, em vez de redução, a ONG avalia que houve um aumento de 29%.
"Para nós, houve um ligeiro crescimento no desmate e não uma redução", afirma o pesquisador do Imazon Adalberto Veríssimo. Ele diz que o desmatamento é imprevisível, mas que a tendência histórica é ter um aumento da pressão em 2010 por ser um ano de eleição. A melhora da economia também pode representar um fator de preocupação. "Nada indica que vamos ter um desmatamento muito abaixo do registrado no ano passado", diz ele.
Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace, ressalta que o Deter não mede desmate, mas serve para fazer alertas para a fiscalização. "O desmatamento ainda continua fora do controle governamental. Essa redução anunciada não significa que a União está fazendo a lição de casa", afirma ele. Segundo Astrini, o governo federal não tem políticas para evitar o desmatamento e para fomentar o desenvolvimento sustentável na região.
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