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Morena rosa, agora também calçadista

Grupo inicia produção de sapatos mês que vem

06 de agosto de 2011 | 0h 00
Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo

O grupo paranaense Morena Rosa arrendou uma fábrica no Rio Grande do Sul para iniciar a produção própria de sapatos. A estratégia é o primeiro passo dentro do objetivo da empresa - que nasceu como uma confecção a partir de um investimento de US$ 9 mil, no início dos anos 90, e hoje fatura R$ 300 milhões por ano - de ter metade de seu faturamento proveniente dos calçados em até cinco anos.

Embora a indústria calçadista se queixe da concorrência dos importados, o fundador da Morena Rosa, Marco Antonio Franzato, quer mostrar que é possível ganhar dinheiro vendendo sapatos que acompanhem de perto as mais recentes tendências de moda. "Os calçados vão acompanhar de perto a coleção de roupas. Vamos ter novidades a cada dois meses", diz. "A ideia, no ano que vem, é dobrar a produção e vender entre 60 mil e 80 mil peças a cada coleção, a um preço médio de R$ 140."

A empresa, que hoje vende calçados de fornecedores terceirizados, vai dobrar a capacidade de oferta com a fábrica própria. O grupo arrendou uma unidade de uma companhia que produzia para o mercado externo e foi à falência. A unidade de sapatos da Morena Rosa recebeu um investimento em R$ 4,5 milhões e 100 funcionários serão contratados para a unidade em Sapiranga (RS). "Vamos iniciar a produção a partir de 1.º de setembro."

Imagem. Com quatro marcas no portfólio - além da Morena Rosa, também distribui as linhas Maria Valentina, Zinco e Joy -, a Morena Rosa agora investe também para fortalecer sua marca. Presente em 2,4 mil pontos de venda multimarca no País, a empresa gastou R$ 2 milhões em uma loja conceito que será inaugurada nesta segunda-feira no Shopping Morumbi, em São Paulo. Para completar o trabalho de imagem, contratou as modelos Isabeli Fontana e Carol Trentini como garotas-propaganda.

O foco da atuação, porém, são as multimarcas. A empresa, que tem mais de 30 show rooms espalhados pelo País, gastará R$ 7,5 milhões para abrir, na Avenida Brasil, área nobre da capital paulista, um espaço de 700 metros quadrados para expor sua coleção a lojistas de todo o País. As obras devem ficar prontas em novembro, afirma Franzato. "Será um lugar para o nosso cliente conhecer, tomar um chá com a gente. Se quiser, poderá fazer pedidos; do contrário, poderá seguir comprando nas regionais."

A companhia também encerrou seu processo de verticalização. Foi criada uma holding, a GMR Participações, e cada linha ganhou uma estrutura separadas. "Assim, fica mais fácil para a gente adquirir outras marcas", explica o fundador.



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