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Morre professor Gildo Brandão

Ele era estudioso da história do pensamento político

17 de fevereiro de 2010 | 0h 00
Roldão Arruda - O Estadao de S.Paulo

Foi velado ontem em São Paulo o corpo do cientista político Gildo Marçal Brandão, professor da Universidade de São Paulo (USP). Ele faleceu na segunda-feira à noite, em São Sebastião, no litoral paulista, onde repousava com a família.

Estudioso da história do pensamento político brasileiro, Brandão era "um dos intelectuais mais respeitados e reconhecidos em sua área de atuação", de acordo com o texto da nota oficial divulgada ontem pelo chefe do Departamento de Ciência Política da USP, professor Álvaro Vita.

A diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) também divulgou nota lembrando as "importantes contribuições" de Brandão à análise da política brasileira. A nota cita como exemplos os livros A Esquerda Positiva (As Duas Almas do Partido Comunista,1920-1964), que resultou de sua tese de doutorado; e Linhagens do Pensamento Político Brasileiro.

Brandão graduou-se em filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco em 1971. Nos anos 80 foi um dos editores do jornal Voz da Unidade, do antigo PCB. Na USP, obteve o título de doutor em 1992 e tornou-se livre docente em 2004. Foi secretário adjunto da Anpocs entre 2004 e 2008.

Aos 60 anos, coordenava um projeto de pesquisa destinado a alinhavar os grandes vetores do pensamento político brasileiro e sua importância no desenvolvimento do País. Em março iria prestar concurso para o cargo de professor titular.

Para o sociólogo Brasílio Sallim Jr., professor da USP, Brandão foi "um importante intelectual da chamada esquerda democrática e um grande analista do pensamento político brasileiro."