ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Muito mais do que seguir o dinheiro

13 de dezembro de 2013 | 2h 01
ANÁLISE: Iuri Pitta - O Estado de S.Paulo

Uma rápida comparação entre o financiamento de partidos e candidaturas pelo mundo mostra que o Brasil está com a maioria dos países que não vetam as doações de empresas e que contam com algum tipo de repasse de dinheiro público às legendas. Inglaterra, Alemanha, Espanha, Japão e os países escandinavos estão nesse grupo. Por sua vez, Estados Unidos, México, Bélgica e França estão entre os que proíbem as empresas de dar suporte financeiro a partidos e aos políticos. Qual é o melhor sistema, então?

Democracia não é um sistema perfeito e dá trabalho para ser construído e mantido. Seja qual for a origem dos recursos gastos para levar um partido ou um político ao poder, o histórico dos países que mais avançaram nesse sistema demonstra que é preciso aprimorar a prestação de contas e a transparência do dinheiro que entra nos comitês de campanha e das medidas tomadas por seus beneficiários quando estão no governo, depois da vitória nas urnas.

Na Alemanha, país que não faz restrições às doações de empresas, a chanceler reeleita Angela Merkel foi questionada sobre as doações recebidas por seu partido, vindas da família que mais detém ações da montadora BMW, ícone do mundo automotivo. Foram 690 mil (cerca de R$ 2,2 milhões).

Opositores de Merkel e defensores de controles mais rígidos da emissão de poluentes dos automóveis ligaram a ajuda financeira da família controladora da BMW à posição do governo alemão de resistir à redução dos limites de dióxido de carbono, tema em discussão no Parlamento europeu. Num país de tanta tradição automotiva como a Alemanha, é uma postura até dentro do esperado e que tem respaldo de parte significativa da sociedade. Ainda assim, tanto Merkel quanto a família Quandt tiveram de se explicar, e negar publicamente a vinculação de uma coisa com a outra. Vale lembrar: a doação não foi da BMW, e sim de seus acionistas, apoiadores do partido da chanceler.

O modelo de financiamento político do Brasil se parece com o de países parlamentaristas, mais ainda estamos distantes no que diz respeito ao controle e transparência da coisa pública e de partidos fortes e com programas claros de governo. Essas características - também vistas no presidencialismo dos EUA, que proíbe repasse direto de dinheiro das empresas para os partidos - deveriam ser tão perseguidas por aqui quanto a origem do dinheiro que financia as campanhas eleitorais.


Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Siga o Estadão

Cerveró discorda que Pasadena era mau negócio

  • Cerveró discorda que Pasadena era mau negócio
  • Pasadena não foi um bom negócio, diz Graça Foster
  • Candidatos de oposição escolhem São Paulo para sediar campanha



Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo