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Negócios no ritmo da Indy

15 de fevereiro de 2010 | 0h 00
Clayton Netz, clayton.netz@grupoestado.com.br - O Estadao de S.Paulo

Cerca de 300 empresários e diretores de compras internacionais estão sendo esperados para assistir a etapa de abertura oficial da temporada de 2010 da Fórmula Indy, marcada para o dia 14 de março, em São Paulo. Com direito a tapete vermelho e paparicos especiais, eles virão como convidados da Apex-Brasil, patrocinadora do evento promovido pela americana Indy Racing League (IRL). Na ocasião, acomodados em um dos centros de hospitalidade montados ao longo do Circuito Anhembi, uma pista de 4.180 metros de extensão, na Marginal do Rio Tietê, eles assistirão aos 313 quilômetros de duração da prova, acompanhados de algumas dezenas de presidentes de associações setoriais e representantes de empresas brasileiras, interessadas em aumentar suas exportações para os EUA. "Faz parte importante da cultura dos americanos realizar negócios durante eventos esportivos", afirma Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil , de olho no potencial gerado não apenas na etapa brasileira, como nas demais rodadas nos Estados Unidos, onde a Indy conta com uma legião de 41 milhões de seguidores. "É também uma oportunidade para trabalharmos a imagem do Brasil e dos produtos brasileiros", diz.

Teixeira espera superar os resultados obtidos no ano passado, quando a Apex-Brasil iniciou a parceria com a IRL. De acordo com ele, mais de 75 empresários brasileiros participaram das diversas etapas realizadas nos Estados Unidos e Canadá, entabulando negociações com cerca de 140 clientes. O saldo da temporada teria ficado em US$ 370 milhões em novos negócios iniciados, alguns deles ainda em andamento. O setor que mais prospectou oportunidades foi o de software, com US$ 200 milhões, seguido pelo aeroespacial, com US$ 105 milhões. Para este ano, a expectativa é de que os contratos gerados na Indy cheguem a US$ 400 milhões.

Outro saldo positivo para o País foi a exclusividade concedida ao etanol brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar, como combustível oficial da Indy. O fornecimento, feito por usinas ligada à União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), foi iniciado no ano passado e renovado para a temporada que começa em março.

2010 pode ser o ano do Blu-ray no Brasil

O mercado brasileiro de home vídeo está celebrando 2010 como o ano da tecnologia Blu-ray. Em abril, chegarão às lojas e locadoras os primeiros discos 100% nacionais, fabricados pela Microservice, com investimentos de R$ 10 milhões. Com a entrada dos títulos produzidos no País e a expectativa de altas vendas de televisores de alta definição, impulsionadas pela Copa do Mundo, as empresas do segmento preveem um significativo aquecimento do mercado. A NetMovies, maior locadora online do Brasil, vem registrando crescimento de 10% na adoção de planos com a opção Blu-ray nos últimos meses e pretende ampliar o atual acervo de 700 títulos em Blu-ray em 2010.

Destino do Hotel de Araxá ainda indefinido

Continua indefinido o destino do Grande Hotel de Araxá, atualmente administrado pelo grupo Maquiné, dono do Hotel Ouro Minas, da família da secretária de Turismo de Minas Gerais, Érica Drumond. A Tauá Participações, de Caetés, no interior do Estado, que apresentara uma proposta para operar o hotel na licitação aberta pelo governo de Minas, foi considerado inabilitada, pois não pôde comprovar que operava no mínimo 285 apartamentos em sua atividade hoteleira. Inconformado, Daniel Chequer Ribeiro, diretor do Tauá, recorreu da decisão. O recurso será examinado pela estatal Codemig, dona do Grande Hotel.

Brasileiro é louco por celular

Uma pesquisa da consultoria inglesa TNS Research International mostra que 70% dos brasileiros pretendem trocar ou comprar um novo celular nos próximos seis meses. Considerando-se que o levantamento ouviu apenas a população das classes A, B e C, que representam 135 milhões de pessoas, serão 94 milhões de novos produtos na praça (em 2009, a intenção de compra ficou bem abaixo disso, em 32%) . O porcentual supera a média mundial de 55%. O levantamento revela ainda que o consumidor está propenso a gastar mais em 2010. Em média, pagará R$ 492 por um novo aparelho, valor 40% superior ao verificado no estudo do ano passado. "Os brasileiros querem aparelhos com mais recursos, por isso estão dispostos a colocar a mão no bolso", diz Lucas Pestalozzi, diretor de tecnologia do escritório de São Paulo da TNS.

Brasileiro é louco 2

A vedete do ano promete ser o smartphone, que já conquistou 19% das vendas no início de 2010, contra 16% no ano passado. A pesquisa da TNS ouviu consumidores do Brasil e de mais 34 países. A previsão da Abinee, a associação dos fabricantes do setor, prevê que a indústria de celular deve movimentar R$ 21 bilhões este ano, contra receita de R$ 14,4 bilhões em 2009.

Internet barateia e facilita ISO 9001

A Templum, de Campinas, está lançando pela internet o processo de certificação ISO 9001, que significa gestão de qualidade em serviço e atendimento. O objetivo é ampliar o número de empresas certificadas com essa norma técnica internacional. Atualmente, apenas 10 mil empresas possuem a ISO 9001 no Brasil. Motivo: o custo pode chegar a R$ 30 mil e o período de implementação leva de oito meses a um ano. A ideia da Templum é oferecer o selo, graças ao barateamento do processo proporcionado pela internet, a preços mais em conta. Para micro e pequenas empresas , por exemplo, o certificado custará em torno de R$ 8 mil, valor que aumenta de acordo com o porte do negócio. A verificação do cumprimento das normas do ISO 9001 será feita por certificadores do Inmetro.

Track&Field brinda chegada a NY

Na próxima quinta-feira, 18, a Track & Field, uma das marcas mais conhecidas da moda esportiva brasileira, vai promover um coquetel, em Nova York, para comemorar a abertura de sua primeira loja em Manhattan. Instalada em um espaço de 85 metros quadrados na Madison Avenue, a The Track & Field Store, cujo projeto é assinado pelo arquiteto Arthur Casas, fica próxima ao Central Park e de várias academias de ginástica. O projeto de internacionalização consumiu até agora R$ 1 milhão. Um detalhe que a chama a atenção na loja de Manhattan é a disposição dos produtos, embalados em mais de mil cápsulas de plástico biodegradável. As cápsulas, desenvolvidas pela Design com Z, de São Paulo, se encaixam e formam uma grande parede colorida, conferindo um ar de sustentabilidade ao local.