Neutrino não seria mais rápido que a luz
Falha na conexão de um computador com um aparelho de GPS teria sido responsável pelo surpreendente resultado do experimento europeu
23 de fevereiro de 2012 | 3h 02
O Estado de S.Paulo
Os resultados de um experimento realizado no ano passado por um grupo internacional de cientistas que contradiziam uma das mais importantes e fundamentais regras da física moderna aparentemente estavam errados, afirmou ontem uma publicação no ScienceInsider, o blog da revista Science.
Em setembro, pesquisadores trabalhando no projeto Opera da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) anunciaram ter observado que partículas fundamentais conhecidas como neutrinos haviam viajado a uma velocidade 60 nanossegundos mais rápida que a da luz. Isso contraria a teoria da relatividade especial, formulada por Albert Einstein em 1905, que postula que nada viaja mais rápido que 299.792.458 metros por segundo - a velocidade da luz.
O ceticismo com que o experimento foi recebido - apenas um mês após a descoberta, foi publicado o primeiro trabalho questionando a existência do neutrino mais rápido que a luz - agora ganha mais força do que nunca com a suspeita de que uma falha na conexão de um computador com um aparelho de GPS teria sido responsável pelo surpreendente resultado do experimento europeu.
De acordo com fontes familiares com o experimento, afirmou o blog da Science, a discrepância teria ocorrido por causa de um mau contato de um cabo de fibra ótica que liga um cartão eletrônico em um computador a um receptor de GPS, usado para corrigir a tomada de tempo do voo dos neutrinos.
Após testarem a medida de velocidade por meio desse equipamento, cientistas descobriram que os dados chegava com uma antecedência também de 60 nanossegundos. Ou seja, isso explicaria o polêmico resultado anterior. Novos dados terão de confirmar essa hipótese.
Em setembro, pesquisadores trabalhando no projeto Opera da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) anunciaram ter observado que partículas fundamentais conhecidas como neutrinos haviam viajado a uma velocidade 60 nanossegundos mais rápida que a da luz. Isso contraria a teoria da relatividade especial, formulada por Albert Einstein em 1905, que postula que nada viaja mais rápido que 299.792.458 metros por segundo - a velocidade da luz.
O ceticismo com que o experimento foi recebido - apenas um mês após a descoberta, foi publicado o primeiro trabalho questionando a existência do neutrino mais rápido que a luz - agora ganha mais força do que nunca com a suspeita de que uma falha na conexão de um computador com um aparelho de GPS teria sido responsável pelo surpreendente resultado do experimento europeu.
De acordo com fontes familiares com o experimento, afirmou o blog da Science, a discrepância teria ocorrido por causa de um mau contato de um cabo de fibra ótica que liga um cartão eletrônico em um computador a um receptor de GPS, usado para corrigir a tomada de tempo do voo dos neutrinos.
Após testarem a medida de velocidade por meio desse equipamento, cientistas descobriram que os dados chegava com uma antecedência também de 60 nanossegundos. Ou seja, isso explicaria o polêmico resultado anterior. Novos dados terão de confirmar essa hipótese.
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