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Nobel da Paz defende prisão para gays na Libéria

20 de março de 2012 | 3h 00
MONRÓVIA - O Estado de S.Paulo

Acompanhada do ex-premiê britânico Tony Blair, a Prêmio Nobel da Paz de 2011 e presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, defendeu a legislação que pune a homossexualidade com cadeia em seu país. Imediatamente questionado sobre sua opinião a respeito da declaração da liberiana, de modo seco, Blair recusou-se a comentar o assunto.

"Temos certos valores tradicionais em nossa sociedade que gostaríamos de preservar", afirmou Ellen durante uma entrevista cujo vídeo foi divulgado ontem pelo site do jornal britânico The Guardian. Ela dividiu, em reconhecimento à sua defesa dos direitos das mulheres, o Nobel da Paz do ano passado com a também liberiana Leymah Gbowee e a "mãe da revolução" iemenita Tawakkol Karman.

Ao ser questionada sobre se assinaria alguma proposta que descriminalize o homossexualismo, a resposta da presidente foi negativa. "Já tomei uma posição sobre isso. Não assinarei essa lei ou nenhuma lei que tenha a ver com essa área, de maneira nenhuma. Gostamos de nós mesmos exatamente da maneira que somos."

A Justiça da Libéria pune a "sodomia voluntária" com até 1 ano de prisão. Dois projetos de lei em tramitação propõem sentenças mais duras contra os gays, obrigados a esconder a homossexualidade para viver tranquilamente na sociedade liberiana.

Blair. Após ouvir as respostas da presidente, a repórter do Guardian pressionou Blair, que visita a Libéria em nome da ONG Iniciativa de Governança da África - fundada pelo ex-premiê para fomentar "de serviços públicos e desenvolvimento rural a infraestrutura e criação de empregos" no continente - a fazer um comentário.

"Uma das vantagens de fazer o que estou fazendo agora é que eu posso escolher os assuntos que abordo e os assuntos que evito. Para nós, as prioridades são a respeito de energia, estradas, criação de empregos", afirmou o ex-premiê, que durante seus dez anos à frente do governo britânico defendeu os direitos dos homossexuais em seu país, apoiando leis que beneficiaram a comunidade gay com a regulamentação da união civil entre pessoas do mesmo sexo e a inclusão nas Forças Armadas, por exemplo.

"Não estou dizendo que esse assunto não é importante. Mas a presidente já deu sua posição. E esse (assunto) não cabe a mim." A repórter insistiu na pergunta, questionando se boa governança não tem a ver com direitos individuais. Blair respondeu que aquela não era a primeira vez que encarava "esse tipo" de entrevista. "Não darei a você uma resposta sobre isso."

Pouco depois, a presidente interrompeu a entrevista, explicando que não é função da ONG de Blair tratar dos direitos dos homossexuais.




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