
O melhor energético
A vitória sobre o São Paulo não pode ser desprezada. Vencer o rival é o melhor energético já inventado no futebol. O clássico mostrou o exato momento de cada equipe e o que deve ser feito pelos seus treinadores nas próximas semanas.
O Corinthians foi beneficiado pelo entrosamento da equipe, formato estabelecido e consolidado por Tite, mas preocupante pela quantidade de oportunidades de gol desperdiçadas, minimizadas pelo resultado favorável.
Se a defesa é sinônimo de segurança, a falta de apetite do ataque é responsável por manter os adversários vivos até o final das partidas. Tem sido assim desde o ano passado. Tite também vinha reclamando do comportamento de seu grupo, tranquilo demais para uma Taça Libertadores que se aproxima e a temperatura dela no Parque São Jorge.
Pelo menos no clássico isso foi superado. O Corinthians mandou no jogo porque atuou com mais pegada que o São Paulo. Mas a derrota tricolor não deve ser atribuída exclusivamente a isso.
O time de Leão precisa de rodagem. Jadson chegou para ser maestro, mas ainda conhece muito pouco de sua orquestra. O pênalti desperdiçado, aos 44 minutos do primeiro tempo, teria mudado o discurso dos treinadores no vestiário.
Tite falaria das muitas chances desperdiçadas e seu colega do novo São Paulo que começa a surgir de sua prancheta. É o peso do resultado.
A primeira medida de Emerson Leão para o clássico foi criar um espelho tático no meio de campo, jogar no mesmo 4-2-3-1 que o adversário, com Wellington e Casemiro como volantes, e o trio Lucas, Cícero e Jadson para abastecer William José.
Não deu certo, nem sempre as novidades funcionam de imediato. Se o São Paulo ainda precisa explicar porque seu time apresenta dificuldades, o Corinthians deve se preocupar com a dificuldade de transformar em gols o jogo volumoso na área adversária.
Nosso futebol de cada dia anda precisando de uma Semana de Arte Moderna, de um rompimento em direção ao seu potencial criativo. A disciplina tática, absorvida nas últimas décadas como solução de todos os problemas do campo, tem congelado ideias.
Nota-se isso em todas as equipes. Valorizamos demais a organização, mas não sabemos como utilizá-la para libertar os jogadores de suas camisas de força. O jogo coletivo ainda parece utopia. Os times estão muito quadradinhos. Tem muito jogador agindo como espectador, preparado para intervir apenas quando o seu "setor" é convocado a participar.
Não se trata de uma questão relacionada ao início da temporada, quando os clubes parecem jogar em câmera lenta. É um problema de formação, ignorado nas divisões de base e ampliado entre os profissionais por equipes modificadas a cada 3 meses. Corinthians e São Paulo não escaparam disso, mas estão só no início de suas trajetórias. Que Leão e Tite saibam preparar times mais "leves". Garra é fundamental, mas não resolve tudo.
Siga o @EstadaoEsporte no Twitter
Notícias ESPN
-
/santos
'Eterna promessa', curinga discreto e Léo de folga: fim de semana não define substituto de Ganso
-
/pauloviniciuscoelho
Sucesso na Copa do Brasil, fracasso no Brasileirão. A história se repete
-
/internazionale
De volta à Inter, Philippe Coutinho valoriza passagem pelo Espanyol: 'Foi fundamental'
- /palmeiras
-
/santos
Muricy revela intenção de Kardec em ficar e faz apelo à diretoria
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 03 Governo já discute redução de superávit ...
- 04 Montadoras fazem feirões para baixar ...
- 05 Assessor da Comissão da Verdade defende ...
- 06 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 07 Para ruralistas, veto ao Código Florestal ...
- 08 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 Cliente não entende desconto e mercado para
Programação da TV
-
28/05 Agora
Jogos
Tênis | Roland Garros
ESPN -
28/05 18h10
Estudiantes x Arsenal
Futebol | Campeonato Argentino
Esporte Interativo -
28/05 19h15
Carlos Barbosa x Orlândia
Futsal | Liga Futsal
SporTV -
28/05 21h30
Final da Conferência Leste - Miami Heat x Boston Celtics
Basquete | NBA
ESPN
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados










