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15 de Abril de 2010

 

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O novo desafio da Oi

Em entrevista exclusiva, presidente da Oi reforça discurso nacionalista e diz que, após integração com a BrT, a parte mais difícil é gerar caixa para pagar um 'monte de dívida'

15 de março de 2010 | 0h 00
Débora Thomé, Irany Tereza e Renato Cruz - O Estadao de S.Paulo

/ RIO
Um dos principais argumentos da Oi para adquirir a Brasil Telecom (BrT) foi a necessidade de criar uma supertele nacional para fazer frente aos gigantes espanhol (grupo da Telefônica e Vivo) e mexicano (Embratel, Claro e Net, do empresário Carlos Slim). Pouco mais de um ano depois da compra, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, reforça o discurso nacionalista e tenta posicionar a empresa como instrumento de políticas públicas.

"Quem pode atender à demanda para a banda larga somos nós", disse, num momento em que é discutida a volta da Telebrás para o Plano Nacional de Banda Larga. Durante entrevista na sede do grupo, no Rio, Falco revelou o desejo de criar um satélite 100% da Oi (o atual tem 80% de participação estrangeira, na empresa Hispamar), mostrou cautela quanto à internacionalização e apontou a necessidade de gerar caixa para pagar "um monte de dívida" neste ano.

A compra da BrT, em 2008, foi cercada de polêmica. O governo chegou a mudar as regras do setor para permitir a operação. No ano passado, as companhias foram integradas, antes mesmo de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar a operação.

"Em nove meses fizemos tudo. Foi um partozinho." Agora, Falco quer se aproximar ainda mais do governo, que controla direta e indiretamente 49% da companhia, e quer que a Oi "seja o Brasil", a exemplo da Petrobrás e da Embraer.

Passada a fase da fusão com a BrT, o executivo reconhece que tem novos ? e grandes ? desafios pela frente. "Todo dia tem um problemaço. O desafio maior não foi a negociação, mas juntar grupos com culturas diferentes. Este ano também é super difícil, porque temos de gerar um monte de caixa para pagar um monte de dívida", disse Falco, perto de completar uma década à frente da companhia. "Agora vamos botar a tração no chão e andar."

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